A remoção de aproximadamente 500 toneladas de material inservível, encontradas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes em um terreno de 20 mil metros quadrados, localizado na rua Carlos Barattino, no Mogilar, levará pelo menos uma semana para ser concluída.
A administração municipal chegou ao local, na última quinta-feira, por meio de denúncias registradas pela população.
Após vistoria realizada por uma força-tarefa, formada pelas Secretarias Municipais de Segurança, Saúde, Serviços Urbanos e do Verde e Meio Ambiente, além dos Departamentos de Fiscalização de Posturas e da Vigilância Sanitária, foi identificada uma situação de risco à saúde pública e a ocorrência de crime contra o meio ambiente. Isso porque, no terreno, considerado área de preservação ambiental, foi encontrada uma grande quantidade de lixo, resultante de atividades de reciclagem irregular, além de mato alto e entulho.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Eli Nepomuceno, a situação encontrada é pior do que se imaginava. "Tivemos denúncias de pessoas que se preocuparam com os riscos à saúde, em função da água que estava sendo acumulada nos carros alegóricos deixados aqui pelas escolas de samba, e que poderia contribuir para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. No entanto, ao fiscalizarmos, vimos que esse, apesar de grave, era o menor dos problemas", disse.
Nepomuceno ressaltou ainda que todas as medidas necessárias, para que o problema fosse solucionado, foram adotadas pela administração municipal. "Determinamos que as escolas de samba retirassem os carros alegóricos, deixados aqui, e que a empresa responsável pelos brinquedos do parque de diversão também removessem suas estruturas. Já os responsáveis pela reciclagem irregular foram intimados a interromperem a prática, imediatamente. Além disso, a Universidade de São Paulo (USP), proprietária da área, será notificada para que adote as providências para a resolução das situações de risco. Da mesma forma, informamos a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre a possibilidade de crime ambiental", comentou.
Procurada pela reportagem, a USP informou que "o imóvel em questão é oriundo de herança 'vacante', não registrado, devido a exigências cartorárias e que atualmente está no âmbito da Procuradoria da USP, decorrente de Ação de Usucapião, acionada pela Rádio Metropolitana", concluiu a universidade.