A intolerância chega a seu nível máximo com os assassinatos ocorridos dentro de uma boate LGBT em Orlando, nos Estados Unidos. No último final de semana, Omar Mateen, de 29 anos, invadiu a casa noturna e, com uma pistola e um fuzil, matou 50 pessoas, além de deixar outras 57 feridas. O maníaco foi morto em seguida, após confronto com a polícia. Tudo indica que ele agiu em nome do Estado Islâmico (EI), apesar de seu pai declarar que o ato teria ocorrido porque o filho detestava os homossexuais.
Se considerado o número de homicídios, este é o atentando "terrorista" mais sério dos Estados Unidos desde o 11 de setembro de 2001, quando quase 3 mil pessoas foram mortas. Mais uma vez, a história se repete e a sensação de insegurança toma conta dos sentimentos de americanos e, porque não, de todos nós. Como evitar casos como esses? É possível?
O FBI tem realizado minuciosas buscas por terroristas, mas mesmo assim os atentados continuam. O próprio atirador de Orlando já tinha sido alvo de investigações duas vezes, mas não haviam provas suficientes para incriminá-lo nas ocasiões.
Já foi o tempo em que o Brasil não corria os mesmos riscos. Em 2011, um maníaco de 23 anos invadiu uma escola no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, e atirou contra dezenas de alunos, matando 12, com idades entre 13 e 16 anos. Neste caso, um dos motivos do assassino foi o bullying sofrido na mesma escola, anos antes, mas ele também mantinha contato com grupos extremistas pela Internet, o que o influenciava fortemente para chegar a cometer tamanha crueldade.
Outros tantos jovens foram influenciados por grupos terroristas e cometeram atrocidades, invadindo escolas, cinemas, boates e fazendo vítimas fatais. A maioria deles tem algum tipo de ligação com os grupos terroristas, principalmente por meio da Internet. Todos demonstram enorme revolta ao sistema estabelecido nos países em que moram.
A formação desses monstros merece e deve ser estudada. Além disso, governos precisam se preocupar mais com a educação e com as famílias. Algumas religiões são capazes de transformar a vida do ser humano, que se modifica e nunca mais volta a ser quem era; outras podem até influenciar negativamente para o convívio em sociedade. O futuro nos prepara para um mundo de muitas desigualdades, não apenas sociais mas de personalidades e escolhas. Com isso, o inimigo não é mais apenas o criminoso, o ladrão, o assaltante, o corrupto, mas aquela pessoa sofrida, que não se encontra e busca em uma ideologia um motivo para viver. E morrer.