A indústria do Alto Tietê encerrou o mês de maio com redução no ritmo de demissões. O nível de emprego apurado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) permanece negativo, mas o índice caiu para -0,14%, o menor patamar dos últimos 19 meses na região composta pelas cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
Em maio, a indústria do Alto Tietê fechou aproximadamente 100 postos de trabalho e, com isso, contabilizou um desempenho melhor do que o registrado no Estado, onde o emprego retraiu -0,33%, e na Grande São Paulo, -0,63%. No ranking das 35 regiões industriais paulistas, o Alto Tietê passou para o 18o lugar em maio - em abril, era o 32o .
Com o resultado de maio, o nível de emprego industrial acumula no ano um índice de -5,63%, representando uma queda de aproximadamente 3.550 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -13,84%, o que corresponde ao fechamento de 9,5 mil vagas.
"Em relação aos meses anteriores, as demissões perderam força no Alto Tietê e a expectativa é de que essa tendência de queda permaneça, até porque, olhando o resultado dos últimos meses, não há muito mais onde cortar. A indústria da região fechou mais de 10 mil postos de trabalho entre janeiro de 2015 e maio deste ano. É muita coisa", ressalta José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
Apesar da importante redução no ritmo, as demissões ainda devem continuar, conforme projeções do Ciesp para o nível de emprego na indústria paulista. "Já será muito bom se alcançarmos a estabilidade, porque sabemos que, mesmo com a melhora no índice de confiança do empresariado, vai levar um tempo para isso reverter em contratações. Primeiro, o mercado precisa reagir para que as empresas possam retomar os investimentos e a produção. Só depois, é que o empresário vai pensar em admitir mais trabalhadores", avalia o diretor Caseiro.
Em maio/2016, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas de Produtos de Borracha e de Material Plástico (-0,92%); Produtos Têxteis (-0,90%); Produtos Químicos (-0,45%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,38%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.