Uma triste coincidência marcou o acidente que vitimou vários estudantes anteontem na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Em 8 de junho de 1972, uma colisão entre dois trens deixou 23 estudantes mortos e mais de 100 feridos. O fato foi lembrado por muitas pessoas que há 44 anos viviam a mesma angústia e tristeza presentes na cidade.
Era por volta das 7h40 quando a composição conhecida como Trem dos Estudantes, que havia parado por falta de energia elétrica, foi atingida por trás pelo Expresso do Rio, que era movido por óleo diesel. O desastre ocorreu cerca de dois quilômetros depois que o trem com os estudantes deixou a estação de Suzano e seguiu em direção a Jundiapeba.
Uma falha na comunicação impediu que o trem de carga parasse e evitasse a colisão com a composição de passageiros. A neblina, comum nessa época do ano, colaborou para a falta de visibilidade do maquinista, que, junto com outro maquinista e um guarda, morreram na colisão. 
Na época, mais de mil estudantes utilizavam o trem para ir à faculdade. Há quatro décadas, a oferta de universidades era pequena e muitas pessoas da capital e de outras cidades vinham estudar em Mogi. (L.N.)