Representantes da empresa de serviços funerários Prever divulgaram que estão investindo aproximadamente
R$ 5 milhões naquele que poderá ser o primeiro crematório de Mogi e região. O grupo já adquiriu terreno para o novo empreendimento, que contará com área construída de 1.500 metros quadrados. Em fase final de licenciamento, os investidores estimam em dez meses, a contar da data da liberação legal, o tempo necessário para o início da operação.
As informações foram transmitidas ao presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) dos cemitérios, Taubaté Guimarães (PMDB), que recebeu ontem, representantes do Sistema Prever, uma das concessionárias dos serviços funerários em Mogi das Cruzes. Também participaram do encontro os vereadores Pedro Komura (PSDB) e Juliano Abe (PSD), integrantes da comissão, além do vereador Protássio Nogueira (PSD). Estiveram no encontro os diretores da Prever Lourival e Luciano Panhozzi, e o gerente da empresa, Domingos Borgatto.
Lourival Panhozzi, que é também presidente da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), explicou sobre o investimento. "Assim que saírem todas as licenças, em dez meses o empreendimento estará pronto. Estamos na última fase da licença junto à Cetesb, num projeto que trabalhamos já há três anos".
Luciano Panhozzi estima que o retorno financeiro não será consolidado antes de dez anos. "Este crematório poderá atender Mogi e região. O forno crematório pode fazer centenas de cremações ao mês. O investimento é de mais de R$ 5 milhões. A área não será divulgada, por enquanto, por motivos de estratégia comercial. O retorno é de longo prazo, algo perto de dez anos no mínimo. A demanda de cremação no Brasil é pequena em relação à Europa, ao Japão e à China".
Por fim, Panhozzi falou que, no atual sistema, há falhas pontuais no atendimeto à população. "Temos problemas pontuais e a maioria das cidades deixou de planejar o crescimento. Ainda não é problema sistêmico. O Rio de Janeiro está em situação bem pior, com até três dias de espera pelo sepultamento".