De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil, juntos aos municípios de Suzano e Itaquaquecetuba, apresentam um total de 12.172 ligações de esgoto ociosas. Isso significa que aproximadamente 49 mil moradores destas cidades, têm os serviços de coleta de esgoto disponíveis, mas não estão ligados às redes e, desta forma, despejam os dejetos de forma inadequada no meio ambiente.
O estudo, elaborado em parceria com a Coordenação de Saneamento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) conta com informações de 47 das 100 maiores cidades brasileiras, sendo que do Alto Tietê apenas essas duas aparecem na listagem.
Ainda segundo o levantamento o maior número de ligações inativas pertence à Itaquaquecetuba, sendo 7.520 ao todo. Com isso, a população com rede inativa é formada por 24.721 habitantes. A estimativa é que 130.439 metros cúbicos ao ano de esgoto a mais seriam tratados na cidade se as moradias com redes disponíveis estivessem conectadas à rede.
Já em Suzano há 4.652 ligações inoperantes, abrangendo um total de 24.440 cidadãos. Desta forma, o volume de esgoto a ser tratado corresponde a 939.197 metros cúbicos ao ano.
Apesar de Itaquá ter o maior numero de pessoas afetadas pela ligação ociosa, é em Suzano que o maior percentual é registrado.
O levantamento feito pela reporatagem apontou que as ligações inativas em Suzano atingem 8% de toda a população, estimada em 285 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto em Itaquá, o percentual de moradores afetados fica um pouco abaixo, 7%. Vale lembrar que segundo o IBGE, a cidade possui uma estimativa de 352 mil pessoas.
Motivos
De acordo com o estudo, a resistência dos usuários em se interligar as redes coletoras ocorre por diversos motivos, tais como: falta de capacidade de pagamento; cultura de não pagar o esgoto; os prestadores de serviços não possuem práticas efetivas para valoração dos serviços de esgotamento sanitário, principalmente o tratamento; a população não valoriza o tratamento de esgoto; o Poder Público municipal não compreende totalmente suas responsabilidades nas áreas de saneamento e meio ambiente e pouco utiliza seu poder para obrigar os munícipes a se interligarem ao sistema; o morador não quer danificar piso da residência para passar a rede interna; a ausência de programas de estímulo à interligação; a inexistência de sanções e penalidades.
Dentre os 47 maiores municípios integrantes da amostra, 15 são paulistas, sendo eles: São Paulo, Itaquaquecetuba, Suzano, Carapicuíba, Osasco, São Bernardo do Campo, Franca, Guarujá, Praia Grande, Santos, São Vicente, São José dos Campos e Taubaté, Ribeirão Preto e Piracicaba.
Juntas essas cidades contabilizam um total de 137.875 ligações ociosas, afetando 450 mil pessoas.