Depois do acidente que matou 18 estudantes no quilômetro 84 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que uma vistoria geral será realizada na estrada. As reclamações sobre as condições da rodovia são feitas, frequentemente, pelos motoristas e passageiros que utilizam a via. Para muitos, a solução no local é a obra de duplicação, que é aguardada há muito tempo pelos mogianos e moradores da região.
Depois do acidente, o DER afirmou que "fará uma vistoria geral, para avaliar a necessidade de ações para o aumento da segurança de motoristas e usuários".
Para as pessoas que pegam a estrada todos os dias, a via representa grande perigo, principalmente no trecho de serra e em dias chuvosos. O acidente que matou os estudantes ocorreu logo após o trecho conhecido como "tobogã", no início da descida da serra. No local, existe apenas uma faixa de rolamento no sentido do litoral.
Apesar das reclamações e pedidos de melhorias na Mogi-Bertioga, o DER afirmou que "a rodovia possui boa sinalização, tanto horizontal quanto vertical, limites de velocidade que proporcionam segurança aos usuários, quando respeitados, e 13 equipamentos de radares implantados ao longo do trecho para coibir os excessos".
Ainda segundo o departamento, "o limite de velocidade e da rodovia, no trecho de serra, varia entre 60 e 40 quilômetros nas curvas acentuadas. A sinalização de solo possui marcadores de perigo antes das curvas, que são delimitadores refletivos da pista, além de sonorizadores e faixa de bordo de alto relevo, que foram implantados para alertar os motoristas".
A duplicação da Mogi-Bertioga é uma promessa antiga e uma das obras mais aguardadas pelos mogianos e usuários da estrada. Questionado sobre o investimento, o DER divulgou que "em 2013, foram concluídas as obras para a implantação de baias de paradas emergenciais nos dois sentidos da rodovia, recuperação no pavimento, implantação de faixas adicionais no sentido norte (Mogi das Cruzes), alargamento de pontes e implantação de elementos de segurança, como tachas refletivas, defensas metálicas, muretas de concreto, entre outros. O investimento nas obras foi de R$ 12,4 milhões".