Apesar dos números da dengue em Mogi das Cruzes continuarem baixos em comparação com os anos anteriores, a administração municipal tem investido cada vez mais nas ações de combate ao Aedes aegypti. Desta vez, a novidade é a obrigatoriedade da criação de brigadas contra o mosquito em prédios públicos e privados. O objetivo é que, por meio da educação preventiva e permanente, estes grupos organizados auxiliem na eliminação de criadouros deste inseto, transmissor também da chikungunya e do zika vírus, em locais como escolas, equipamentos de saúde, parques, cemitérios, estabelecimentos comerciais, indústrias, instituições religiosas, entidades privadas, entre outros.
No entanto, segundo o veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Jefferson Leite, a existência dessas equipes não extinguirá a fiscalização dos grupos da vigilância epidemiológica. "Essa será mais uma ferramenta contra o mosquito. Mogi das Cruzes é uma cidade grande e a prefeitura não consegue ter acesso a todos os locais. Então a ideia é que, além das instituições públicas, empresas, escolas, entre outras dependências, possuam uma equipe para fiscalizar e ajudar a eliminar criadouros. Isso funcionará mais ou menos como ocorre com as brigadas de incêndio", disse.
De acordo com Leite, apesar do decreto que regulamenta a determinação já estar em vigor, o projeto ainda encontra-se em fase de implantação. "Em alguns casos como empresa, a existência da brigada vai depender do número de funcionários. Já para imobiliárias, essa regra não é válida. Isso porque elas são responsáveis por uma grande quantidade de imóveis, que se encontram fechados, o que acaba impedindo a ação dos agentes. Mas tudo isso ainda está sendo adequado. Todas as pessoas que irão compor essas brigadas passarão por treinamento, para que estejam aptas", explicou.
Por fim, o veterinário ressaltou que apesar da incidência da dengue ser baixa no município, a preocupação sempre irá existir. "Os levantamentos feitos demonstram uma queda na ocorrência da doença, o que é bastante positivo, mas não podemos deixar isso de lado. Todas as ações tem surtido efeito, mas não podemos deixar de nos preocupar", concluiu.
Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, até o momento,Mogi das Cruzes soma 896 notificações suspeitas de dengue, das quais 198 foram confirmadas, sendo 163 casos autóctones e 35 importados. Há 539 casos negativos e 159 em andamento.