O Dia dos Namorados manteve o comércio da região movimentado ontem. Apesar disso, a média de vendas ainda não conseguiu superar a do ano passado, e os donos de floricultura, por exemplo, já demonstram preocupação.
Na manhã de ontem, motivados pelas baixas temperaturas, os consumidores que procuravam presentes deram preferência a roupas de frio e calçados para presentear seus companheiros.
É o caso de Cristhina Mikyko, 21, que esteve em uma loja de calçados no centro de Mogi procurando um presente para o namorado. "Estou procurando um tênis. A primeira opção era um casaco, mas está muito caros. No caso do calçado, o preço não está muito bom, mas é acessível e também conseguimos parcelar", diz.
Um par de botas foi a escolha feita por Reginaldo Francisco de Souza, 34, que também optou por um calçado. "Comprei uma bota e achei o preço bem acessível. Comparado aos outros anos, acredito que esteja tudo um pouco mais caro, mas mesmo assim a gente compra, passa no cartão. Quando é pra quem a gente ama, nós damos um jeito".
O gerente da loja , Josué Pinheiro, afirma que a semana foi bem positiva. "Comparado ao ano passado, acho que vamos empatar, mas a semana em si foi boa. Acredito que ter o produto certo, melhores formas de pagamento e um bom atendimento fez diferença na hora de garantir que as vendas sejam bem sucedidas".
Já Gilson Fernandes de Jesus têm motivos de sobra para comemorar. A loja de roupas em que ele trabalha, em Suzano, teve um aumento de 20% comparado ao ano passado. "O inverno aqueceu as nossas vendas. As pessoas estão gastando até R$200, já que as roupas de frio são mais caras".
Flor
Já Wellington Alves dos Santos, 31, foi até uma floricultura comprar presente de Dia dos Namorados, mas achou o valor muito alto. "Estou achando os preços absurdos. Um ramalhete de flores está saindo por R$180, e nos dias comuns conseguimos encontrar por R$100", desabafa.
A opinião de Santos parece ser compartilhada por mais pessoas, já que Celma de Deus, proprietária de uma floricultura, afirmou que as vendas caíram drasticamente esse ano. "Esperávamos um movimento bem melhor. As pessoas procuram cestas vazias para montar em casa, como uma forma de economizar".