Em única discussão, a Câmara de Ferraz de Vasconcelos derrubou o veto total do Poder Executivo ao projeto de lei nº 166/2016 de sua autoria que concede a correção salarial de 9,83% aos subsídios do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. A votação da matéria ocorreu na sessão ordinária, na segunda-feira. A revisão é retroativa ao dia 1º de maio. Em 2015, a atualização dos subsídios foi de 8,34%. O veto total será sancionado nos próximos dias pelo Legislativo.
O prefeito em exercício, José Izidro Neto (PMDB) decidiu propor o veto total a matéria alegando a falta de dinheiro em caixa para honrar o compromisso. Para o chefe do Poder Executivo, a crise financeira atual afeta, drasticamente, o cofre local e, portanto, exige o sacrifício de todos. Além disso, ele justifica que o limite da folha de pagamento atingiu o teto máximo de 54% e, ao mesmo tempo, não existe reserva orçamentária prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Mesmo assim, a argumentação da prefeitura não foi suficiente para convencer o plenário a manter o veto total ao projeto de lei. Na prática, pesou ainda favorável a decisão dos vereadores o fato de a Comissão Permanente de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Casa ter emitido parecer contrário, isto é, considerado o texto do Poder Executivo inconstitucional por violar o artigo 37 da Constituição Federal, como ferir a isonomia.
Com isso, os subsídios do prefeito, vice e secretários vão passar, respectivamente, de R$ 20.268,99, para
R$ 22.261,43, de R$ 10.134,50 para R$ 11.941,13 e R$ 11.779,14 para R$ 12.937,03.