O tráfego de caminhões na rua Capitão Joaquim Antônio Batalha, em Brás Cubas, é alvo de reclamações de um morador que vive próximo ao local. Isso porque, além de trazer transtornos ao trânsito, a circulação de veículos pesados tem danificado a via e também algumas residências.
De acordo com o engenheiro Diego Gil Prieto Alonso, de 29 anos, o problema teve início no ano passado, quando a via passou a ser rota obrigatória para os motoristas que querem acessar a Perimetral. "Desde que houve a mudança, estão ocorrendo transtornos. O bairro é predominantemente residencial; não possui estrutura para que caminhões grandes e pesados transitem por aqui. O tráfego ocorre 24 horas por dia, até mesmo nos finais de semana. Isso sem falar do risco iminente de acidentes", disse.
Segundo ele, a queixa, inclusive, já foi relatada junto à Secretaria Municipal de Transportes. "Quando fizeram a alteração, o secretário veio até aqui e ele mesmo constatou que seria necessária uma nova mudança. No entanto, já se passaram seis meses e até agora nada foi feito", lamentou.
O engenheiro destaca ainda que a situação, que já era ruim, ficou ainda pior no domingo, quando sua residência teve o vidro danificado em razão dos impactos causados pelo tráfego de caminhões. "Em vários pontos da rua é possível ver afundamentos. Além disso, as casas também têm sido afetadas. Moro na rua Francisco Vaz Coelho e tem sido comum ocorrer tremores. Neste domingo o vidro da janela da sala chegou a trincar por inteiro", contou.
Resposta
A Secretaria Municipal de Transportes informou que a via é utilizada como opção para os motoristas de caminhões que pretendem acessar o viaduto Professor Argeu Batalha e cruzar a linha férrea e não a via Perimetral, caminho preferencial indicado pela sinalização. Além disso, lembrou que a rua Capitão Joaquim Antônio Batalha "já recebia a passagem de caminhões, uma vez que existem empresas nesta via que fazem uso deste tipo de veículo", concluiu.