Ontem foi a oportunidade de regularizar ou, até mesmo, abrir um novo empreendimento em Ferraz de Vasconcelos. Isso porque um mutirão para formalização e constituição de pequenos negócios atendeu dezenas de empreendedores no paço municipal. O atendimento foi gratuito e a iniciativa da prefeitura, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), também tem o objetivo de esclarecer dúvidas, principalmente, para aquelas pessoas com dificuldade em abrir uma empresa, até por conta dos custos com contabilidade e burocracias.
A abertura do evento também contou com a presença do prefeito José Izidro Neto (PMDB). Ele recebeu do gerente regional do Sebrae, Sérgio Gromik, um selo outorgado pelo órgão de 'desburocratização e formalização' resultado das iniciativas de apoio às micro e pequenas empresas no município.
Atualmente, cerca de 60% dos microempreendedores individuais (MEI) de Ferraz estão em situação irregular, segundo dados do Sebrae. A cidade tem, aproximadamente, 4,5 MEIs, dos quais, pelo menos, 2,7 mil estão irregulares.
"Muitos acabam não recolhendo impostos por falta de conhecimento do sistema e da obrigação de recolher", contou João Gomes, que é consultor jurídico do Escritório Regional do Sebrae no Alto Tietê. "Se pararmos para pensar, chegaremos a conclusão de que as cobranças são simbólicas. O imposto cobrado pelo município é de R$ 5, o imposto cobrado pelo Estado é de R$ 1 por mês. Então são valores simbólicos que acabam trazendo benefícios incalculáveis para essas pessoas", avaliou, ressaltando que pretende combater a taxa de inadimplência na região. Gomes ainda lembrou que o Sebrae quer levar a ação para outros municípios.
O diretor de departamento da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, Thiago Severo, também comentou sobre a importância do evento em Ferraz. "Devido a crise financeira do País, estamos buscando alternativas para fomentar a economia dentro da cidade", destacou. "Algo muito certo em todos os municípios do Brasil é a questão de incentivar o micro-empreendedorismo dentro da cidade. E o objetivo desse evento é trazer essas pessoas que tem um pouco de dificuldade. As vezes, o contador cobra um valor absurdo para poder abrir um empresa", lembrou.
Para a cabeleireira Mércia Bezerra dos Santos, de 51 anos, o mutirão trouxe a oportunidade de garantir mais segurança para o futuro. "Hoje consegui abrir firma e regularizar o pagamento do INSS (Instituto Nacional de Serviço Social). Eu já tinha a licença da prefeitura, mas não pagava o INSS", contou.