Para ampliar as informações sobre a anemia falciforme na cidade, a Secretaria Municipal de Saúde está divulgando, durante todo o mês de maio, características, sintomas, exames disponíveis e outros dados sobre a doença. Na última semana, o material informativo também foi disponibilizado para o Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial (Compir), que promoveu a 1ª Semana Cultural Afro.
A anemia falciforme é uma doença hereditária, predominante em negros e afrodescendentes, que ocorre devido uma modificação no gene da hemoglobina, que transporta oxigênio para todo o corpo humano. Na condição de baixa oxigenação, a hemoglobina afetada perde sua forma original de círculo e adquire a forma de foice, tornando-se rígida, perdendo a capacidade de caminhar por todo sistema sanguíneo e provocando a obstrução vascular. Esse fenômeno pode acarretar anemia, isquemia, dores intensas, edemas articulares, disfunção e danos irreversíveis para tecidos e órgãos.
Existem pessoas que portam apenas o "traço falciforme" e não manifestam os sintomas da doença, mas podem transmiti-los para os seus descendentes. Um casal portador de um gene mutante pode não saber que possui traços da doença, mas tem chances de ter um filho com anemia falciforme.
Para crianças e adultos é realizado um exame de sangue disponível em qualquer unidade básica. Esse mesmo exame de sangue é solicitado para todas as gestantes durante o pré-natal.