O processo de desapropriação dos imóveis que precisam ser demolidos, para a execução das obras da passagem subterrânea da Praça Sacadura Cabral, no centro, poderá ser concluído em 45 dias. O prazo de espera, no entanto, não deverá impactar no andamento das obras, que seguem conforme o cronograma.
De acordo com a secretária municipal de Assuntos Jurídicos, Dalciani Felizardo, atualmente quatro imóveis ainda encontram-se em fase de desapropriação. Destes, três aguardam decisão Judicial para que o processo seja concluído. "Naquela região, havia o posto de gasolina, que já foi desapropriado no ano passado, bem como outros quatro imóveis que também já tiveram o processo encerrado. Ficaram restando outros cinco, situados no triângulo formado pelas ruas Cabo Diogo Oliver, Hamilton da Silva e Costa e Engenheiro Gualberto. Destes, dois localizados de frente para a Cabo Diogo já tiveram a desapropriação finalizada, de forma amigável. Para resolver a situação dos outros três, nós acionamos a Justiça", disse.
Segundo ela, não houve resistência por parte dos moradores, mas sim problemas em relação à documentação. "Estes imóveis pertencem a duas famílias. Nós conseguimos que eles aceitassem a nossa proposta de forma amigável, mas ficaram algumas pendências e, por isso, a expropriação precisou seguir para a Justiça. Isso já se encontra em fase avançada. Cabe agora ao juiz nomear um perito para avaliar os valores e, então, determinar que seja feito o depósito. Acredito que isso demore cerca de um mês e meio", explicou.
O último imóvel, que fica na rua Hamilton da Silva e Costa, na esquina com a rua Engenheiro Gualberto, também encontra-se com o processo em andamento. Neste caso, no entanto, não será necessário decidir via judicial.
Em entrevista anterior ao Mogi News, o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, João Francisco Chavedar, explicou que as desapropriações são necessárias para que sejam iniciados os serviços da última etapa da passagem de nível. "A obra tem quatro "pernas": o túnel 2, de frente ao Ciarte até a linha de trem; a segunda, que vai da rua Hamilton Silva e Costa até a Engenheiro Gualberto.; a terceira, que compreende o trecho do rio Ipiranga até as proximidades do terminal Central, e está faltando a quarta, que é a da rua engenheiro Gualberto, na Cabo Diego Oliver, até perto da estação. Só consigo colocar as máquinas lá, quando esses imóveis forem desapropriados, pois o túnel está dentro deles", detalhou.