Em meio a crise, as prefeituras do Alto Tietê tem se desdobrado para criar novos atrativos e assim receber mais indústrias e, consequentemente, mais emprego, renda e tributos para a região. No total, as principais cidades somam mais de 2,5 mil unidades industriais, sendo a localização privilegiada ainda um dos principais diferenciais que fazem do Alto Tietê um destino muito procurado por possíveis investidores.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento de Mogi, Osvaldo Bolanho, no momento o mercado ainda está apreensivo em função da crise política nacional, mas com a saída do governo petista da presidência do Brasil, as cidades já começam a sentir alguma melhora. Nesse contexto, as administrações trabalham para enfatizar seus benefícios e conseguir atrair novas indústrias.
"Hoje o ramo da exportação está conseguindo maior lucro com a valorização do dólar e é um mercado que tem se mostrado mais vantajoso. Nesse cenário, Mogi, que tem 849 indústrias instaladas, se apresenta como uma cidade que tem uma localização privilegiada, próxima da capital, com qualidade de vida reconhecida, mão de obra qualificada e uma legislação que prevê incentivos tributários que chamam a atenção do empresário", detalhou o chefe da pasta.
Em Suzano, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Cláudio Rocha, afirmou que na cidade está em busca de novas empresas e indústrias, além das 700 existentes, no intuito de gerar emprego, renda e tributos para o município. A cidade também encontra-se em fase avançada de implantação do Via Rápida Empresa, serviço em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado e a Junta Comercial do Estado (Jucesp), que reduzirá substancialmente o tempo de abertura de empresas.
Em Itaquá, o município conta com 795 indústrias e, para atrair outras novas, a prefeitura "prima pela desburocratização dos trâmites e atendimento personalizado aos empresários". Já em Ferraz, de acordo com a Secretaria de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, a administração "tem se concentrado no atendimento aos empresários do município, se aproximando cada vez do empresariado e conseguindo recentemente regularizar a documentação da área do Polo Industrial 1".
 Segundo a prefeitura, atualmente um empresário consegue a licença necessária em no máximo 30 dias, e não mais de 3 a 6 meses