O mercado imobiliário brasileiro, depois de alguns anos de grande demanda e preços subindo, chega a 2016 numa situação bastante delicada, com a atualização de preços caindo sequencialmente - correção abaixo da inflação - e, provavelmente, quase atingindo seu limite mínimo, se é que já não está nele. Há quem preveja, ainda, uma pequena desvalorização, mas, também, é quase consenso de que, praticamente, em média, chegamos a uma condição em que não há mais espaço para reduções. Exceto em nichos específicos, identificamos essa situação e, se formos observar os estoques de imóveis novos, veremos que está caindo, já há algum tempo, especialmente, porque o número de lançamentos imobiliários vem despencando e, portanto, como ainda há certa demanda, naturalmente, o estoque se reduz. Se considerarmos que estamos na iminência de uma transição de governo e que só a mudança em si traz boa dose de esperança ao mercado em geral e essa, por sua vez, implica um consumidor mais disposto e enfiar a mão no bolso para investir, também no mercado imobiliário, trocar de moradia e até adquirir um segundo imóvel para lazer, podemos prever também que, lentamente, haverá um impacto nos preços, os quais irão aumentando até chegarem a patamares aceitáveis, acima dos atuais médios e com base na relação entre custo real e preço que ofereça margens líquidas equilibradas à produção. Obviamente, a reação nos preços dos imóveis não é imediata como a da Bolsa e do câmbio, a qual temos contemplado nos últimos tempos conforme as definições políticas vão-se descortinando, mas há de ocorrer, lembrando que ainda temos um tremendo déficit habitacional no Brasil e, portanto, uma demanda reprimida. Isto tudo significa que estamos num bom momento para comprar imóveis. Basta ser meticuloso na busca e no estudo de viabilidade, dependendo do propósito que, certamente, serão encontradas boas oportunidades de compra. Como dissemos antes, a crise sempre tem embutida em si, significativa dose de oportunidades e, quiçá, este seja o momento de lançar mão de uma delas.