Para economistas, a redução de R$ 1,5 bilhão no potencial de consumo esperado para este ano no Alto Tietê em comparação com o ano passado é consequência da queda de renda dos brasileiros e reflexo dos índices do desemprego.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo (Sindeconsp), Waldir Pereira Gomes, a queda no consumo da população já era mais do que esperada. "Isso não está acontecendo apenas na região, mas no Brasil como um todo. São reflexos da atual crise economia", disse.
Segundo Gomes, a redução da renda, bem como o desemprego, impactam direta e indiretamente para que o consumidor venha a gastar menos. "O brasileiro teve uma redução de cerca de 10% de sua renda. Além disso, quando há uma série de demissões, a pessoa empregada também tende a reduzir o consumo", explicou.
Para ele, a melhora neste cenário não deve vir tão cedo. "Nos últimos dois anos tivemos uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 8%. O governo terá que tomar uma série de medidas para reverter a situação. Mas em curto prazo não há expectativa de que isso aconteça", comentou.
Por fim, ele ressaltou que entre as ações a serem executadas está a realização do ajuste fiscal. "É preciso que isso seja posto em prática para que os investidores retomem a confiança e voltem a investir", concluiu.