O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que todos os beneficiários da região, que tiveram suas perícias médicas afetadas pela greve dos médicos peritos, foram atendidos pelo órgão. A paralisação foi iniciada em setembro do ano passado e só terminou em janeiro.
Segundo o instituto, atualmente, o tempo médio de espera para a perícia médica no Alto Tietê é de 28 dias. Em fevereiro, durante visita a Mogi das Cruzes, o secretário especial da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, informou que os atendimentos que sofreram atraso seriam realizados em mutirão.
O INSS diz que, nas agências da Previdência Social do Alto Tietê, em Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba, "o que está sendo feito é o aumento do número de perícias médicas e prioridade nos atendimentos iniciais (em que o segurado está sem receber o benefício), durante a jornada normal dos médicos peritos".
De acordo com o órgão, as pessoas que foram afetadas no período da paralisação dos médicos, que durou pouco mais de 4 meses, foram atendidas desde que o serviço foi retomado, no dia 25 de janeiro. O instituto ressaltou que "o atendimento está se normalizando e não há mais pedidos da época de paralisação dos médicos".
A paralisação dos médicos peritos, que foi a mais longa da categoria, foi iniciada depois que os profissionais reivindicaram aumento salarial de 27%, em no máximo duas parcelas anuais, a efetivação da lei da redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, além da recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica.
Na época da visita a Mogi, Gabas informou que a expectativa era que os serviços dos médicos peritos fossem normalizados em seis meses, mas que o atendimento poderia ser restabelecido antes. Na ocasião, o secretário tinha afirmado que "toda a força de trabalho de atendimento estará disponível, para conseguir antecipar as perícias e minimizar a situação".