As fortes chuvas que caíram sobre a cidade de Poá deixaram consequências e até hoje os moradores sentem medo de novos deslizamentos como ocorreu em março, na rua Chavantes, na Vila Perrelli. Uma casa ficou soterrada e outras duas foram interditadas pela Defesa Civil. Acontece que os vizinhos do morro que deslizou afirmam que, há anos, solicitam a construção de um muro de arrimo, que poderia até ter evitado o acidente de dois meses atrás.
É possível notar que quase nada foi feito no local e que a área que deslizou continua oferecendo riscos de mais problemas com a frequência das chuvas dos últimos dias e tem assustado um dos moradores. "O barranco cedeu dia 11 de março e até hoje ninguém tomou uma providência", afirmou Paulo Henrique Alves Nunes, de 43 anos, que mora nas imediações. A reivindicação é antiga. Ele afirma que a solicitação para a construção de um muro de arrimo existe desde a gestão anterior. "Quando aconteceu o acidente, prometeram que esse muro seria construído em abril, mas já estamos chegando no final de maio e não recebemos nem uma satisfação".
A reportagem do Dat entrou em contato com a Prefeitura de Poá, que ficou de dar um posicionamento nos próximos dias.
Na época em que o morro deslizou, três famílias ficaram desabrigadas. Um imóvel ficou completamente soterrado e os moradores perderam até um automóvel que ficou embaixo da terra. Por sorte ninguém se feriu no momento em que o morro veio abaixo. A família que vivia no local conseguiu ouvir o estrondo quando as árvores começaram a cair e correram para um cômodo nos fundos que não foi atingido. Na casa havia um casal e duas crianças. Até hoje, quem passa pelo local não consegue identificar que há um imóvel naquela área, pois a região foi tomada por terra.
Paulo Henrique alertou para novos acidentes. "Estamos preocupados com a situação, porque com essas chuvas frequentes vemos que está caindo terra na rua. É perigoso acontecer mais um deslizamento e gerar todo aquele transtorno de novo", disse. "Nós pagamos impostos e temos direito de ter, pelo menos, uma infraestrutura segura", disse.