Mogi das Cruzes ficará sem vacinas de gripe ainda está semana se a Secretaria Estadual de Saúde não encaminhar novo lote. A prefeitura solicitou o envio de pelo menos 10 mil novas doses. Até a manhã de ontem o município contava apenas com 3 mil vacinas e cerca de 50% das unidades de saúde tinham as doses. Até agora, 85.710 pessoas dos grupos prioritários foram imunizadas. Para vacinar o total de pacientes dos grupos (100.426) seriam necessárias 14.716 doses. Mesmo com o envio destas novas doses pelo Estado, ainda seria insuficiente para alcançar a meta.
Durante reunião agendada na Câmara Municipal para esclarecer dúvidas sobre a H1N1, o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, informou que muitas pessoas que receberam vacina em Mogi são de outras cidades.
Cusatis destacou que gestantes, crianças e mulheres que deram a luz há até 45 dias (puérperas), são prioridades da Secretaria Municipal de Saúde. "Estamos com baixa adesão nestes grupos. Os idosos nos surpreenderam este ano, conseguimos imunizar 92% do público", disse. Até o momento, 74% das crianças receberam as doses, 63% das gestantes foram vacinadas e 57% das puérperas. Para aumentar estes índices, hoje a Santa Casa iniciará a vacinação das grávidas e o serviço Alô Mãe Mogiana ligará para todas as gestantes cadastradas.
Segundo Cusatis, este ano a Secretaria Estadual de Saúde não enviou doses adicionais da vacina. "Ano passado, recebemos 130 mil vacinas e sobraram 15 mil, que aplicamos nos grupos que entendemos ser prioritários, como policiais militares e professores. Este ano, recebemos 98 mil e precisamos receber pelos menos outras 10 mil doses", destacou.
Balanço
Até o momento, uma pessoa morreu em Mogi vítima do H1N1. A cidade tem 154 casos suspeitos da doença. A cidade aguarda ainda 78 resultados do Instituto Adolfo Lutz. O secretário ressaltou que o município já registrou outras mortes suspeitas da doença, mas que a confirmação só será dada com o envio dos resultados do Adolfo Lutz.
Projeto
Custais chamou atenção para um projeto de lei que prevê a criação do Grupo de Vigilância Epidemiológica em hospitais públicos e privados de Mogi. A proposta que tramita na Câmara Municipal agilizará o repasse de informações para a Secretaria Municipal de Saúde.