A margarida, considerada como flor das donzelas, firma com delicadeza suas pétalas brancas ao redor do botão central amarelo, e nos faz pensar nas virtudes da juventude, da virgindade e do amor inocente.
Ela combina muito bem com outras em arranjos florais, sem concorrência. Ela faz parte da infância de muita gente naquela brincadeira em que se desfolhava a margarida ao arrancar cada pétala e dizer "bem-me-quer, mal-me-quer". Se a última pétala a ser retirada for "bem-me-quer" significa amor correspondido, e se for "mal" fica sem chance!
Num olhar espiritual, somos na verdade o ponto de honra entre Deus e o diabo, e nesse meio ficamos confusos, diante da oferta divina e da maligna, na hora de escolher a quem servir.
Em luta constante o bem e o mal se digladiam dentro de nós. A oferta de satanás não é ruim aos olhos, mas oculta as consequências que levam a perdição. A promessa de Deus é o alvo da bem-aventurança futura e eterna para quem segui-lo negando a si mesmo e carregando a sua própria cruz.
Na realidade, o mal que habita em nós luta desesperadamente para nos derrotar espiritualmente e nos separar dos braços do Pai que nos protege.
No Salmo 51, Davi afirma: "Eis que fui nascido em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe".
O pastor Hernandes Dias Lopes critica o filósofo Jean Jacques Rousseau por ter afirmado que o homem é essencialmente bom. Estava equivocado. O homem é essencialmente mau.
Outro filósofo, João Locke, concluiu que o homem é uma tabula rasa, fruto do meio. Estava errado. O mal não procede de fora. Vem de dentro.
O meio é produto do homem e não o homem produto do meio. Alguns dizem que o poder corrompe. Errado! O poder revela os corrompidos.
O mal que nos rodeia obedece ao sistema corrompido que governa o mundo, e também nos atinge.
O mal que está dentro de nós pode ser domado e subjugado pelo "bem-me-quer" de Deus através do poder do Seu Espírito que nos dá perdão, paz e alegria.