Os usuários do serviço da Companhia Metropolitana de Trens Metropolitanos (CPTM) podem ficar sem transporte na quarta-feira que vem. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil estuda paralisar o serviço, caso a CPTM não ofereça um reajuste de pelo menos 10,44%, proposto pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Uma assembleia que será realizada na terça-feira, às 18 horas, na sede do sindicato, em São Paulo, vai definir a greve.
Caso ocorra a paralisação do serviço, o cálculo do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil indica que no Alto Tietê, entre 800 e 900 mil passageiros serão afetados. A região é atendida por duas linhas da CPTM, a linha 11 Coral e 12 Safira. Pela estimativa da entidade, cerca de 3 milhões utilizam os serviços da CPTM.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (linhas 11 e 12), Sonia Marques da Silva, a proposta inicial da categoria reivindicava 18% de reajuste, contando 11,46% de inflação do período e o restante de aumento real, no entanto, a CPTM ofereceu um reajuste de 2,61%. O índice de 10,44% foi proposto pelo TRT em uma reunião conciliatória organizada entre o sindicato e a companhia.
Uma nova reunião entre o sindicato e a CPTM no TRT está agendada para ocorrer no dia 9, às 10 horas. Segundo a entidade, caso a companhia ofereça um reajuste abaixo do proposto pelo tribunal, a categoria deve entrar em greve. Por meio da assessoria de imprensa, a CPTM informou que "vai aguardar a reunião de segunda-feira para se posicionar sobre o assunto".
A diretora ressaltou que o índice oferecido pela CPTM é baixo e não cobre a perda salarial da categoria. "O Estado está inflexível. Eles alegam crise, mas a passagem foi reajustada para 
R$ 3,80, o que é alto. Dinheiro existe. Estamos pedindo pelo menos o reajuste baseado na inflação. O percentual oferecido pela CPTM, para um trabalhador base, representa R$ 40, o que não dá nem para comprar dois quilos de carne", afirmou. Segundo o sindicato, 2,7 mil funcionários atuam nas linhas 11 e 12 da CPTM.