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A empresa Armagedom Segurança Eletrônica, que é alvo de sindicância instaurada pelo prefeito José Izidro Neto (PMDB), afirma que todos os serviço foram prestados em Ferraz de Vasconcelos e que não está envolvida em nenhuma fraude em conjunto com o prefeito afastado Acir Filló (sem partido).
Na semana passada, a administração municipal instaurou um processo de investigação para apurar o possível favorecimento de Filló em uma licitação, bem como enriquecimento ilícito. Segundo a procuradoria municipal, há indícios de aparente favorecimento e direcionamento do certame para que a companhia em questão fosse a vencedora da concorrência pública.
A Procuradoria Geral do município ainda afirmou que a Armagedom teria recebido mais de R$ 1 milhão para prestar serviços de segurança em 40 prédios públicos que nunca foram feitos. Por outro lado, a empresa rebateu as acusações e disse que tem provas de que todos os serviços foram prestados na cidade, inclusive nunca receberam a quantia apontada pelo órgão, pois a prefeitura ainda está devendo, aproximadamente, R$ 200 mil pelos trabalhos que foram executados no município ferrazense.
"A denúncia de 'vigia fantasma' é sem fundamento. Ganhamos a licitação de 40 postos, mas, por falta de verba por parte da prefeitura, só foram colocados 19 postos rotativos, porque a tesouraria afirmava que eles não tinham condições de pagar", explicou o proprietário da Armagedom, Ricardo Sutto Benedetti. "Tenho protocolos da guarda municipal provando que o serviço foi, sim, prestado na cidade. E ainda não recebemos tudo que tínhamos para receber. O que eles me pagavam não dava para cobrir a folha de pagamento", disse o empresário, ressaltando que vai pedir uma retratação da prefeitura na Justiça.
Benedetti ainda lembrou que a empresa prestou o serviço na cidade entre janeiro de 2014 e fevereiro deste ano. "Eles alegam que foi uma licitação fraudada. Se há fraude, teríamos que receber o valor integral todo mês. A empresa não sofreria tanto para receber", lembrou. "Acho que alegar 'vigia fantasma' nessa guerra política é fácil, o duro é investigar e provar. A prefeitura teria que nos procurar antes, solicitar as provas, procurar o meu departamento jurídico para esclarecer. As notas fiscais estão lá, eu tenho folhas de ponto de todos os funcionários presentes. A guarda municipal tem um livro de ocorrência deles, onde vistoriavam todos os nossos postos para saber se tinha gente trabalhando", afirmou.
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