Entre janeiro e abril deste ano, 742 furtos de água foram registrados no Alto Tietê, o que representa, segundo os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), aproximadamente 40 milhões de litros desviados. Isso dá uma média de 185,5 fraudes por mês ou cerca de seis irregularidades cometidas diariamente. Os números incluem os flagrantes registrados nos quatro primeiros meses deste ano nas cidades de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Suzano e bairros da divisa de Mogi das Cruzes.
Quando flagrada a irregularidade, a companhia cobra retroativamente a tarifa pela água furtada e pelo esgoto coletado. Além disso, o responsável pela fraude responde por crime de furto e pode pegar até oito anos de detenção.
Questionada sobre as medidas que estão sendo adotadas para reduzir esse índice de perdas, causadas em decorrência desta prática ilegal, a Sabesp informou que tem intensificado a fiscalização das ligações. "Para identificar as fraudes, trabalhamos com o apoio da polícia e com equipes da empresa que monitoram o consumo e vistoriam os imóveis", disse.
O órgão estadual destacou ainda que, para combater a prática irregular, conta com o auxílio da população. "Os próprios moradores podem relatar casos suspeitos pelo 195 ou pelo Disque-Denúncia (telefone 181), cuja chamada é gratuita e não exige a identificação de quem está dando as informações", explicou.
Região Metropolitana
O número de furtos d'água registrado na região metropolitana de São Paulo e Bragantina, nos primeiros quatro meses deste ano, foi 41% maior que o contabilizado no mesmo período de 2015. Isso porque o número de irregularidades registradas entre janeiro e abril de 2015, que era de 5.293, subiu para 7.419.
Segundo o balanço divulgado ontem pela Sabesp, o volume de água desviado nessa região foi de 1,182 bilhão de litros. O montante é suficiente para abastecer uma cidade do porte de Poá, com 110 mil habitantes, durante um mês inteiro. O prejuízo estimado foi de R$ 10,95 milhões.