A fé dos católicos movimentou o centro de Mogi das Cruzes, na manhã de ontem, com orações, músicas e o cortejo da Entrada dos Palmitos, que envolveu cerca de 2 mil pessoas. Ontem, o momento foi de agradecimento dos devotos do Divino Espírito Santo pelas graças alcançadas.
Entre as 2 mil pessoas que participaram do cortejo estavam os festeiros Mônica de Sousa Mello e Sérgio Braz. "A festa é para o povo e temos que trabalhar para que seja cada vez mais forte e que evolua. E, principalmente, que dê oportunidades para as pessoas se aproximarem mais da fé. Esse é o objetivo", ressaltou Braz. "Depois tem a parte cultural, que é importantíssima para a cidade. Além da questão social, que atende várias entidades do município".
O festeiro, que participa da organização da festa há dez anos, conta que o evento religioso cresceu muito nos últimos anos. "Estamos surpresos com o que vemos. Inclusive, superamos o ano passado, com tanta gente participando. Só a alvorada ultrapassou 2 mil pessoas".
A fé é o principal significado da Festa do Divino para Cacilda Aparecida Santana, 50 anos, que participou do cortejo como a rainha de frente. "Tenho um carinho muito grande em poder dançar nessa festa", ressaltou. "Sou devota do Espírito Santo e de Nossa Senhora Aparecida. Tenho muitas graças alcançadas".
O asilo São Vicente de Paula levou 15 idosos para prestigiar o cortejo. "Faz parte da tradição da vida deles, pois são mogianos antigos. Essa festa também é referência de cultura para esses idosos", avaliou o responsável pelo apoio técnico da entidade, Vanderson Siqueira.
Após a passagem por todo o trajeto, os fiéis seguiram para a quermesse, onde foi servido o tradicional afogado gratuitamente. Para muitos católicos, o famoso prato não pode deixar de ser consumido, pois é bento. "Tudo que vem do Espírito Santo é abençoado", afirmou a doméstica Maria Aparecida Moraes, 51, que fez questão de destacar quanto é grata ao Divino. "Sou devota há anos e já recebi muitas graças. Nunca deixei de ser atendida".
Na fila do afogado também estava o funileiro João Francisco, 68, que é frequentador da festa há anos. "Há mais de dez anos eu participo. Tive muitas graças alcançadas. Agora é o momento de rezar e agradecer".