O setor da Construção Civil segue registrando perdas de mão de obra desde o mês de janeiro na região do Alto Tietê. Em março, as cidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba, Poá e Guararema registraram, juntas, o fechamento de 153 postos de trabalho.
Os dados foram divulgados por uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.
Em Mogi, o setor encerrou março com 8.450 pessoas empregadas, apresentando o fechamento de 96 postos de trabalho sobre fevereiro. No período de um ano foram 869 vagas fechadas no município. Em Suzano foram nove profissionais formais demitidos no mês, uma queda de 0,35% sobre o mês anterior.
A pesquisa revela também uma queda considerável do emprego na cidade de Poá, que perdeu 27 vagas, -1,49% sobre fevereiro. Em Itaquaquecetuba foram 20 postos de trabalho fechados e, em Guararema, um.
Embora o País tenha herdado a dívida da antiga gestão, a expectativa é de uma retomada no setor ainda este ano, segundo o diretor do SindusCon-SP em Mogi das Cruzes, Mauro Rossi. "Já percebemos uma sinalização positiva no novo presidente, que trouxe maior credibilidade e ânimo aos empresários, fatores fundamentais para a retomada das atividades e início da reversão desse quadro. Acredito, sim, na possibilidade da recuperação em nosso setor ainda este ano, mesmo que modesta".
Em todo o Estado de São Paulo, o emprego registrou queda de -1,01% em relação a fevereiro, considerando efeitos sazonais, com redução de 7.737 mil vagas no setor da construção civil.
O declínio no período foi de -1,64%, ou seja, -12,6 mil vagas). O estoque de trabalhadores sofreu retração de 769 mil em fevereiro para 761 mil em março.