A superlotação e alguns problemas estruturais ocorridos no Ecoponto do Parque Olímpico, em Mogi das Cruzes, são alvos de reclamações de moradores do bairro e usuários do local, que reivindicam melhorias por parte da administração municipal.
Devido à grande quantidade de resíduos recebidos no local diariamente, uma "montanha" de entulho, madeiras e outros materiais se formou. Por não haver cobertura, a preocupação é de que, se houver chuvas, a água acumulada propicie a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue e a febre chikungunya.
De acordo com a dona de casa Maria Lucia dos Santos, de 46 anos, o local está abandonado. "A tela de proteção está caindo, os materiais que a gente traz ficam todos jogados. O que era para ser um ponto de descarte correto se transformou em um lixão a céu aberto, e quem acaba sofrendo com isso é a população. Daqui a pouco, vão começar a aparecer ratos e baratas por aqui", reclamou.
Já uma moradora, que preferiu não se identificar, contou que, pelo fato de não haver fiscalização e a tela de proteção estar caindo, algumas crianças estão entrando no local para brincar. "É claro que parte da culpa é da mãe, que deixa a criança largada. Mas se a prefeitura não cuida, isso fica largado, e acaba sendo perigoso", alertou.
Em nota, o Departamento de Limpeza Pública da Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que está realizando, desde a semana passada, a retirada dos materiais descartados em questão. A previsão é que, até esta quinta-feira, o local esteja limpo novamente.
O diretor responsável pelo setor, José Roberto Elias Rodrigues, destacou ainda que, recentemente, um novo caso de vandalismo foi registrado na unidade. Na ocasião, embora estivesse trancado com cadeado, o local foi invadido por um caminhão, que rompeu o portão e despejou no chão uma grande quantidade de entulho e mato. "Esses episódios têm trazido dificuldade à questão da manutenção do local, mas os trabalhos são feitos", disse.
Além disso, esclareceu que a remoção dos materiais da unidade ocorre a cada 15 dias, quando seguem o caminho para a reciclagem. Já em relação à situação estrutural, lembrou que o Ecoponto já foi alvo de pichações, retirada de placas de identificação, incêndios, entre outros atos de vandalismo. Uma nova reforma está programada.