A Prefeitura de Mogi das Cruzes passa a ser a responsável pela administração do prédio da Banda Santa Cecília. Na tarde de ontem, em uma visita ao prédio da corporação, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) juntamente com o secretário de Cultura, Mateus Sartori, anunciaram a decisão e a responsabilidade pela reforma do espaço.
Fundada em 1926, a Corporação Musical de Santa Cecília foi responsável pela formação de maestros e músicos que aprenderam o ofício dentro do casarão antigo onde atualmente encontra-se fechado. Prestes a completar 90 anos, a Corporação vem enfrentando diversas dificuldades para se manter, como problemas financeiros e administrativos.
De acordo com o prefeito, a Banda não se trata apenas de um patrimônio imobiliário, mas também cultural de Mogi. "Discutimos o problema do espaço e a melhor alternativa que encontramos foi da cidade assumir a Banda Santa Cecília pelos próximos 10 anos, tanto na parte administrativa do prédio, quanto cultural, na organização da banda", explicou o prefeito. " Contaremos com a parceria da empresa Topus Terra, que fará reforma externa do prédio gratuitamente", completou.
Para Mateus Sartori, a responsabilidade da administração municipal não se trata apenas das obras de reforma de um prédio de 114,40 metros quadrados, mas também dos custos para manter o lugar funcionando, dentro de suas necessidade, como gastos de luz, água, segurança e até novos instrumentos, entre outros.
De acordo com o presidente da entidade, Manassés Maximiano, a maior dificuldade durante anos foi a financeira. "Ficamos sem verba para custodiar os músicos e com isso enfrentamos outras dificuldades", explica ele sobre o motivo de ter encerrado as atividades.
Sartori diz que o auxílio financeiro para os músicos ainda não é prioridade. "Primeiramente, temos que ter uma banda e um repertório formado e em seguida pensar em recursos financeiros".
Para o trompetista da banda desde 1977, Mario Augusto, a noticia veio para ajudar a banda. "A ideia é que a banda volte com força e agora com o apoio da prefeitura".
Ainda sem valor estimado do custo da obra, Bertaiolli se mostrou otimista com a possibilidade de, até o fim do ano, a Banda estar preparada e o prédio restaurado.  
* Texto sob supervisão do editor.