A frequência de furtos de cabos telefônicos no Aracaré, em Itaquaquecetuba, está causando prejuízos ao comércio e vários transtornos aos moradores, já que os serviços de telefonia e Internet foram interrompidos por nove dias só neste mês. O cabeamento, responsável pela distribuição do sinal, foi alvo de criminosos por três vezes nas últimas duas semanas.
No primeiro trimestre deste ano, 62 quilômetros de cabos foram furtados no Alto Tietê e deixou muita gente sem os serviços, como o Dat já noticiou anteriormente. As queixas têm sido frequentes em alguns municípios da região. Desta vez as reclamações são dos moradores de Itaquá.
"No dia 14 de maio ficamos sem telefone e Internet, que só foram normalizados no dia 16. Cinco dias depois, ficamos novamente sem o serviço e dia 26 a Vivo normalizou. Hoje (ontem), de novo, voltamos a ficar sem sinal algum", relatou a comerciante Leila Maria Capejani, de 62 anos.
"Sempre furtam os cabos no mesmo lugar e ninguém toma providências. A Vivo havia informado que substituiria os cabos por fibra ótica, mas até agora nada", queixou-se.
A comerciante Bárbara Aparecida Carpejani, 23, tem um comércio na rua Dos Navegantes e afirmou que perdeu muitos clientes, nos últimos dias, pois não tem condições de efetuar recargas de celular de quem a procura. "Aqui também funciona como uma lan house e, sem Internet, não temos como atender as pessoas", contou.
A técnica em informática Sueli Alves de Oliveira, 42, também está sofrendo prejuízos com a falta do serviço. "Eu preciso da internet para trabalhar e estou perdendo muito com isso, porque os clientes cobram agilidade", disse. "Tive até que recusar trabalho, porque não tenho condições de fazer sem rede", lamentou.
Os estudantes que precisam da Internet para fazer trabalhos ou estudar também sentem dificuldades. "Não tem como as crianças fazerem os trabalhos", contou a dona de casa Roseni Alcântara Felício, 47. "Sem contar que também estamos sem telefonia".
A reportagem do Dat esteve no local onde o cabeamento foi furtado e viu equipes da empresa de telefonia trabalhando. A Vivo/Telefônica também foi questionada sobre o caso, mas até o fechamento desta edição não se posicionou.