É impressionante como há aventureiros para disputas eleitorais. A começar pelo folclore político, pelas gozações e palhaçadas que certos candidatos fazem frente ao eleitor, tentando impressioná-lo para obter o voto.
Quando assisto o horário eleitoral gratuito, penso: "Pai perdoai-os, pois eles não sabem o que falam". A começar pelos nomes que adotam, tentando se popularizar.
Os Partidos Políticos devem realizar cursos e mais cursos de política, incluindo: história dos partidos políticos, legislação eleitoral, oratória e estilística de linguagem, lei orçamentária e lei de responsabilidade fiscal, compreensão dos artigos principais da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Município e técnicas de como redigir um projeto de lei.
Alguns se aventuraram em disputar as eleições, estimulados por dirigentes partidários que precisavam completar o quadro de candidatos. Outros se lançaram na política buscando "encostar" no poder tentando obter um cargo, ou no mínimo um bom relacionamento, visando garantir interesses futuros. Estes últimos sabem que terão poucos votos e que não serão eleitos.
Considerando o grau de instrução da grande massa de eleitores, cuja maioria não tem o primeiro grau completo, sendo um dos fatores que leva o eleitor a se tornar muito frágil, por ocasião do sufrágio. A ignorância ajuda a especular e explorar o eleitor, tornando-o "presa fácil" nas mãos dos maus políticos. As armadilhas das eleições e do sistema iludem os eleitores. Com grande esperteza, alguns políticos usam os seus talentos preparando arapucas para pegar os incautos.
O eleitor necessitado acaba caindo nas armadilhas e depois reclama, mas já será muito tarde.
Entretanto, deve-se ressaltar que não existem corruptos sem corruptores e vice-versa, pois de um lado, alguém quer comprar e de outro, alguém quer vender.
Avizinha-se o dia das eleições municipais de 2016. E os comentários são sempre os mesmos, quais sejam: "compra de votos" no dia da eleição e falsas promessas.
Enquanto alguns políticos agem de má-fé, há eleitores que também são verdadeiros bandidos e oportunistas. É, na verdade, uma guerra como se fossem patrícios e plebeus.