O vice-presidente Michel Temer (PMDB) anunciou que, se realmente assumir a Presidência da República, vai pedir para que os bancos privados sejam investigados. Segundo ele, as instituições financeiras podem ter cometido os mesmos crimes que a Petrobras, liberando propina para políticos em esquemas fraudulentos. Vale lembrar que os bancos têm desfrutado de lucros em meio a uma grande crise econômica no País.
Como já informado por diversos especialistas políticos e economistas, o Brasil passa por uma mudança drástica na economia, onde empresas precisam ficar atentas a cada ação realizada, uma vez que a Justiça tem mostrado que não beneficiará pessoas por causa de cargos ou status na sociedade.
Além das mudanças que estão em andamento no País, que pode ser considerada mesmo uma revolução, há ainda ações que são esperadas, mas que alguns setores ainda não tiveram a coragem e o apoio necessários para colocar em prática. Entre elas, as mudanças nas leis.
Diante de tantos crimes cometidos por políticos, era de se esperar que políticos dessem início a novos projetos de lei que punissem com mais veemência tais delitos. Com penas maiores e legislação mais rigorosa, a tendência é que menos casos de desvio de dinheiro e enriquecimento ilícito ocorram.
No Portal de Combate à Corrupção, na Internet, mais de 2 milhões de assinaturas já foram colhidas para que seja aprovado um projeto de lei, por iniciativa popular, que aumente a punição aos políticos corruptos. No site são apresentadas dez sugestões que poderiam melhorar a situação no País. Infelizmente, até o momento, nenhuma das propostas chegou a ser votada na Câmara dos Deputados.
Entre as medidas do Portal está o fim de algumas brechas jurídicas que permitem que vários políticos não fiquem atrás das grades. Por que um deputado ou senador, que desviou milhões do governo, consegue prisão domiciliar ou cumpre a pena no semiaberto, enquanto um cidadão que comete um pequeno furto de um objeto fica na prisão, ao lado de traficantes e assassinos? Neste ponto, a ética e o bom senso para o nosso futuro está em jogo.
Uma opção que parece inevitável para os próximos tempos é a de que candidatos deverão ter comprovado a sua capacidade de representar o povo, seja por meio de cursos, diplomas ou de serviços realizados. A eleição de tantas pessoas apenas por terem um nome conhecido precisa acabar. A qualidade do servidor público e do político precisa estar garantida.