O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se comprometeu a iniciar "o mais rápido possível" a construção de alças de entrada e saída do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21) em Suzano. Questionado sobre o assunto, o tucano informou que assim que o licenciamento ambiental da obra for aprovado ela será iniciada. A promessa foi feita ontem, durante lançamento das obras do Corredor Leste-Oeste, em Mogi das Cruzes.
De acordo com o governador, tudo está encaminhado para a construção das alças em Suzano. "Acabei de telefonar para o Otavio Okano, presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O projeto está pronto, já está acertado com a SPMar, que será a responsável por fazer esta importante obra de acesso, que é a alça de Suzano".
Alckmin afirmou que questionamentos feitos pela Cetesb acabaram atrasando o início da obra. "A Cetesb tinha um questionamento sobre a estrada dos Fernandes. Até expliquei que não vai sair o tráfego do Rodoanel para pegar a via. Claro que ela vai se destinar ao trânsito mais local. Só falta a licença prévia para poder dar início à obra. O projeto está pronto, a concessionária vai executá-lo, está bem encaminhado", ressaltou.
A liberação de R$ 160 milhões para a construção do complexo de acesso foi anunciada no ano passado. O projeto consiste na interligação do Rodoanel com a estrada dos Fernandes. O complexo contará com duas pistas, cada uma com duas faixas de rolamento com 2,4 quilômetros de extensão, além de seis viadutos e um quilômetro de vias marginais.
Marginal do Una
Alckmin descartou o início imediato das obras de conclusão e revitalização da avenida Governador Mário Covas Júnior, a Marginal do Una, também em Suzano.
"Vamos aguardar. Estamos em uma fase de transição para verificar o novo governo, e a questão dos financiamentos de obras grandes e rodoviárias. A duplicação da Mogi-Dutra é a mesma questão", afirmou. A obra na rodovia Mogi-Dutra (SP-88) é a duplicação no trecho de Arujá.
Questionado sobre o atual momento político, o governador informou que conversou com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) uma semana antes da votação do pedido de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Ele avaliou que o Brasil viverá meses difíceis e que não há "uma pomada mágica" para acabar com a crise no País.