O prefeito afastado de Ferraz de Vasconcelos, Acir Filló (sem partido), é alvo de mais uma sindicância instaurada pelo prefeito em exercício José Izidro Neto (PMDB). Dessa vez, o processo vai investigar o possível favorecimento de Filló em uma licitação, bem como enriquecimento ilícito. Trata-se da contratação da empresa Armagedom Segurança Eletrônica, que recebeu mais de R$ 1 milhão, entre 2014 e 2015, para prestar serviços de vigilância patrimonial em unidades de ensino, no entanto, o serviço nunca foi prestado.
Segundo a Procuradoria Geral do município, trata-se de uma investigação denominada "Vigia Fantasma". A empresa foi contratada para fazer a segurança patrimonial de 40 unidades escolares, entre elas creches, escolas municipais e entidades conveniadas. Porém, o serviço nunca foi executado, embora a empresa tenha recebido a quantia milionária dos cofres públicos.
Além do enriquecimento ilícito, a empresa e o prefeito afastado serão investigados por conta de outra possível fraude no processo licitatório que deu origem a contratação da Armagedom, no pregão eletrônico de número 117/13. De acordo com a procuradoria, há indícios de aparente favorecimento e direcionamento do certame para que a empresa em questão fosse a vencedora da concorrência pública.
A estimativa é que o relatório conclusivo das apurações seja concluído em até 60 dias após colher todas as provas, testemunhas e manifestações dos averiguados.
Há uma comissão permanente de sindicância e processo administrativo disciplinar, que ficará responsável pela investigação que está composta pelos procuradores Marcus Vinícius Santana Matos Lopes, que é o presidente; Gabriel Nascimento Lins de Oliveira, o secretário; Gustavo José Rossignoli, membro suplente; e Sandra Cristina Holanda, que é membro da comissão.
Essa é a segunda sindicância instaurada por Izidro Neto. A primeira foi iniciada em fevereiro a pedido dos procuradores, que investiga Filló por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, por conta de compras milionárias de imóveis não declarados à Receita Federal.