A Federação de Futebol do Irã está em discussões com a Fifa (a Federação Internacional de Futebol) sobre mudança dos jogos da Copa do Mundo dos Estados Unidos (EUA) para o México, devido a preocupações com a segurança dos jogadores, disse o presidente do futebol iraniano, Mehdi Taj, nessa segunda-feira (16). A participação do Irã na competição mundial de futebol foi posta em dúvida depois que os EUA, anfitriões da competição, lançaram ataques aéreos contra o país, juntamente com Israel. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na semana passada que o Irã era bem-vindo a participar, mas sugeriu que talvez não fosse apropriado para eles jogarem nos EUA, "para sua própria vida e segurança". "Quando Trump declarou explicitamente que não pode garantir a segurança da equipe nacional iraniana, certamente não viajaremos" para os EUA, disse Taj em uma postagem na conta X da embaixada iraniana no México. "Estamos negociando com a Fifa para realizar os jogos do Irã na Copa do Mundo no México." A Fifa, órgão regulador global do futebol, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Grande mudança logística O Irã garantiu vaga para uma quarta Copa do Mundo consecutiva, ao liderar seu grupo na terceira fase das eliminatórias asiáticas no ano passado. O torneio começará em 11 de junho nos EUA, no Canadá e México, com o Irã programado para jogar duas partidas da fase de grupos em Los Angeles e uma em Seattle. A Bélgica, o Egito e a Nova Zelândia são os adversários do Irã no Grupo G. Os comitês organizadores das partidas em Los Angeles e Seattle não responderam imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial normal dos EUA. A perspectiva de transferir os jogos do Irã para o México marcaria uma mudança logística significativa para o torneio, embora a transferência de jogos por motivos de segurança ou geopolíticos não seja inédita. Em setembro do ano passado, a Escócia garantiu uma vitória de 2 x 0 sobre a Bielorrússia nas eliminatórias para a Copa do Mundo em Zalaegerszeg, perto das fronteiras da Áustria e da Eslovênia, depois de uma decisão da União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) sobre o papel do país como palco da invasão russa na Ucrânia. Em outros esportes, as relações políticas azedas entre a Índia e o Paquistão significam que os vizinhos com armas nucleares só se enfrentam em locais neutros em torneios de críquete com várias equipes. A Índia se recusou a viajar para o Paquistão para o Troféu dos Campeões do ano passado e, em vez disso, foi autorizada a jogar todas as suas partidas em Dubai. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Ameaça de saída do Irã do Mundial gera questões sobre opções da Fifa Presidente da Fifa: importante nos eventos de futebol é unir o mundo Irã descarta negociação; Arábia Saudita e Emirados interceptam mísseis