A fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, em Rafah, interditada por Israel desde maio de 2024, reabriu nesta segunda-feira (2) em ambos os sentidos, mas condicionada a 50 movimentos por dia, segundo fonte israelense. "A partir de agora e após a chegada da missão europeia Eubam [de assistência], a passagem de Rafah está aberta aos moradores, para entrada e saída", informou a agência de notícias francesa AFP. As forças israelenses já tinham permitido alguma mobilidade naquele ponto nesse domingo (1º), vital para a ajuda humanitária e para o avanço do cessar-fogo entre o estado de Israel e o movimento radical islâmico palestino Hamas. Na devastada Faixa de Gaza, muitos palestinos esperam finalmente poder sair. Cerca de 20 mil crianças e adultos que necessitam de cuidados médicos esperam deixar Gaza por meio dessa passagem e milhares de outros fora do território esperam regressar às suas casas. A reabertura da fronteira deverá permitir também a entrada dos 15 membros da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, encarregados de gerir o território durante um período de transição sob a supervisão do 'Conselho de Paz' presidido por Donald Trump. A reabertura completa faz parte do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar definitivamente a guerra que começou em 7 de outubro de 2023, com o ataque do Hamas a Israel. No sábado (31), ataques aéreos israelenses mataram 32 pessoas, segundo a Defesa Civil de Gaza, num dos dias mais sangrentos desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025. Israel alegou estar respondendo a violações do cessar-fogo. *É proibida a reprodução deste conteúdo. Relacionadas Israel diz ter recuperado corpo do último refém em Gaza Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém Trump confirma convite a Lula para compor conselho sobre Gaza