O jeito irreverente de Tatá Werneck à frente das câmaras é um reflexo de sua personalidade atrás delas. Aos 32 anos, a atriz conserva sua personalidade de menina através de seus modestos 1,56 cm e de sua postura brincalhona. Sempre colocando piadas em suas respostas, a intérprete da fútil Fedora, de "Haja Coração", muda o tom da voz e fala sério ao tratar de sua trajetória ascendente na tevê.
Contratada em 2013 pela Globo e "cria" da antiga MTV, Tatá comemora papéis consecutivos na televisão. "Minha rotina é uma loucura, me divido entre a Globo, o Multishow, campanhas publicitárias e milhões de outras coisas. Mas não posso reclamar, faço o que amo e me sinto plena com isso", argumenta.
Além da novela de Daniel Ortiz, ela ainda compartilha a apresentação do "Tudo pela Audiência" com Fábio Porchat no canal a cabo, onde estará em dois outros programas ainda este ano: o humorístico "Vai que Cola" e outro, sem nome definido, com a Banda Renatinho, que integra ao lado de figuras como Maurício Meirelles, Murilo Couto, Marco Gonçalves e Nil Agra.
Natural do Rio de Janeiro, Tatá começou a fazer teatro ainda criança. "Minha relação com a atuação é só profissional. Toda minha vida gira em torno disso", conta, orgulhosa. Adepta do humor de improviso, ela ganhou visibilidade em produções como o "Quinta Categoria", "Comédia MTV" e "Trolalá". Ainda que goste de apresentar programas de humor, ela conta que foi para a Globo pela chance de desenvolver melhor sua porção atriz. "Vi que tinha chance de fazer coisas diferentes. Até porque quando eu apresento um programa, sou eu ali. E eu também gosto de criar personagens", justifica ela, que há 13 anos criou o grupo Os Inclusos e os Sisos, que faz peças acessíveis a pessoas com deficiência. ("Haja Coração", Globo. De segunda-feira a sábado, às 19h20).