Editorial
Publicada em 05/01/2021 - 02h38min

Hora da cobrança

Na primeira semana de atividade dos novos prefeitos e vereadores nas cidades da região é rascunhado um desenho de como se dará este mandato. Nos municípios do Alto Tietê, apenas dois - Salesópolis, do prefeito Vanderlon Oliveira Gomes (PL), e Suzano, de Rodrigo Ashiuchi (PL) - terão chefes do Executivo em segunda gestão. Isso significa que a imensa maioria das cidades, por um desejo de mudança e renovação dos eleitores, será administrada por novos representantes políticos.
A constatação também é válida para a escolha dos vereadores. Da mesma forma, mais da metade dos candidatos eleitos faz parte de uma nova geração de políticos. Alguns nomes até já são conhecidos do eleitorado e retornam aos Legislativos para outro mandato. Mas a renovação é marca registrada nos municípios.
Os prefeitos que assumiram no dia 1º de janeiro - Caio Cunha (Pode), em Mogi das Cruzes; Luís Camargo (PSD), em Arujá; Carlos Alberto Taino Junior (PL), o Inho, em Biritiba Mirim; Priscila Gambale (PSD), em Ferraz de Vasconcelos; José Luiz Eroles Freire (PL), em Guararema; Eduardo Boigues (PP), em Itaquaquecetuba; Marcia Bin (PSDB), em Poá; e Carlos Chinchilla (PSL), em Santa Isabel - terão a missão de cumprir com o prometido durante as campanhas eleitorais, promessas que os levaram à vitória nas urnas.
A tarefa, porém, não será fácil. Muito do que se anuncia em campanha faz parte de uma ficção em busca de votos. Quando os políticos chegam, literalmente, ao poder, passam a ter a noção da verdadeira realidade da máquina administrativa, cheia de vícios e de ações institucionalizadas pelo tempo. Mudar é, em princípio, mexer com muitos procedimentos e funcionários públicos poucos adeptos à transformação.
O eleitor precisa entender, então, o seu papel neste complexo roteiro. Votar para mudar parece a essência da população, mas o acompanhamento dos políticos escolhidos não está nos planos de ninguém. Muitos se esquecem, inclusive, qual vereador ganhou o seu voto. Mais do que nunca, é preciso que as pessoas aprendam a seguir os passos dos políticos e cobrar deles as ações prometidas. Não dá para ficar esperando mais quatro anos e tentar a sorte mais uma vez.
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