Cidades
Publicada em 14/01/2021 - 00h26min

Luiz Kurpel*
Plano São Paulo

Comércio teme reclassificação da região para a fase laranja

Por cinco dias consecutivos, a média de mortes no Estado ficou acima de 200; dados são alerta para as etapas mais restritivas

Entidades comerciais temem uma possível reclassificação para a fase laranja do Plano São Paulo e alertam sobre os impactos negativos da medida. Após a piora dos indicadores que servem de base para controlar a pandemia do coronavírus (Covid-19), o governo do Estado decidiu antecipar a atualização do Plano São Paulo para amanhã. Por cinco dias consecutivos a média móvel de mortes no Estado ficou acima de 200 e, diante dos novos números, várias regiões poderão ser reclassificadas para fases mais restritivas a partir desta sexta-feira.
Inicialmente prevista para ocorrer no dia 5 de fevereiro, a próxima atualização do plano de flexibilização econômica no Estado de São Paulo foi antecipada para amanhã. Como as antecipações, geralmente, ocorrem quando há necessidade de imposição de medidas mais restritivas por conta do agravamento nos índices de saúde, o temor do setor comercial é de que o Alto Tietê, em conjunto com a região metropolitana, possa ser reclassificado para a fase laranja e precise observar protocolos mais severos de distanciamento para mitigar a disseminação da Covid-19.
Na avaliação da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), a aplicação de maiores restrições poderá comprometer a recuperação econômica da região.
A direção da ACMC ressaltou que o comércio foi um setor muito prejudicado pelas restrições da pandemia, inclusive no final do ano, quando os empresários tiveram de alterar o funcionamento dos estabelecimentos para as regras da fase vermelha. "Há poucos semanas a cidade foi confirmada na fase amarela, com algumas regras mais restritivas, mas que ainda possibilitam o funcionamento um pouco mais próximo da normalidade. Qualquer alteração da fase atual para uma condição mais restritiva irá comprometer a retomada da economia", alertou a direção da ACMC.
O Sincomércio explicou que a situação é muito preocupante. Maiores restrições agravariam a situação delicada pela qual o setor está passando. "Agora que o Auxílio Emergencial foi encerrado, as vendas no comércio, consequentemente, voltaram a cair. Alguns segmentos, como bares, restaurantes e eventos, se encontram em situação ainda mais delicada, e grande parte está prestes a fechar as portas definitivamente por falta de condições financeiras. Se voltamos para fase laranja, a situação econômica do Alto Tietê vai, simplesmente, piorar, e o desemprego certamente será ainda maior", disse Valterli Martinez, presidente do Sincomércio.
Caso a reclassificação para a fase laranja se concretize nesta sexta-feira, a mudança será diferente da primeira vez que foi imposta e novas regras deverão ser observadas. Desta vez, todos os setores de comércio e serviços continuarão permitidos , a exceção é o atendimento presencial em bares. A capacidade de ocupação, que antes era de 20%, foi alterada para 40%. O horário de funcionamento dos estabelecimentos também foi ampliado, de 4 para 8 horas. 
* Texto sob supervisão do editor.
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