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Publicada em 13/01/2021 - 03h08min

Estadão Conteúdo
Covid-19

Coronavac deve superar os 50,38% de eficácia

Diretor médico do Instituto Butantan revela que 85 dos participantes do estudo que receberam a vacina tiveram sintomas muito leves ou nenhum

O diretor médico de Pesquisas Médicas do Instituto Butantan, Ricardo Palácios, afirmou ontem que a eficácia da Coronavac- vacina contra a Covid-19 - no uso para a população em geral "deve ser bem mais alta" que o encontrado durante os estudos de fase 3 do imunizante. Segundo reforçou o pesquisador responsável pelo estudo, os testes foram realizados com profissionais da saúde voluntários e, portanto, não necessariamente representam os resultados encontrados entre a população geral.
Conforme revelou Palácios, 85 dos participantes do estudo clínico que receberam a Coronavac, vacina desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac - tiveram sintomas muito leves ou não tiveram nenhum, contra 167 do grupo controle.
Com os dados divulgados, o Butantan reforça que a eficácia geral da vacina ficou em 50,38% - medida da capacidade da vacina de reduzir os casos muito leves. Na última semana, o Butantan havia anunciado que a vacina foi capaz de reduzir em 78% a ocorrência de casos leves da doença e em 100% as formas graves e internações.
"Temos uma vacina capaz de controlar a pandemia por diminuir a intensidade da doença", afirmou Palácios durante entrevista coletiva no Instituto Butantan no início da tarde de ontem.
Atraso no uso
Antes do anúncio de Ricardo Palácios, Dimas Covas, questionou o prazo para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise o uso emergencial da Coronavac. "Por que atrasar o uso da Coronavac?", afirmou. "Ela tem segurança e eficácia", completou Covas.
Covas relembrou que a vacina foi criticada por conta da origem, uma vez que foi desenvolvida em parceria com uma farmacêutica chinesa. "Se isso não tivesse acontecido, não teríamos milhões de doses esperando uso", afirmou.
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