Opinião
Publicada em 17/10/2020 - 22h08min

Aposta em saúde

Após realizar consultas públicas, cinco cidades do Alto Tietê já determinaram que não retomarão as aulas presenciais neste ano: Itaquá, Ferraz, Arujá, Biritiba Mirim e Guararema. A fala mais incisiva do secretário municipal de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, sobre a suspensão das aulas até o final de 2020, conforme destaque da edição de ontem do Mogi News, corroborou para a ideia de que a cidade mais populosa da região também deverá retomar os estudos presenciais apenas em 2021.
O titular da Pasta mogiana afirmou com exclusividade à reportagem que aposta no retorno das aulas presenciais "apenas em 2021". A fala é animadora para a população de Mogi, que já deixou claro sua falta de interesse pelo retorno presencial em meio à pandemia da Covid-19.
As atividades escolares estão suspensas desde o final de março, como medida para controle da pandemia de coronavírus. Mas, também é compreensível que haja uma demanda de pais que ficariam satisfeitos com o retorno das aulas, uma vez que muitos alunos não conseguem acompanhar a rotina dos estudos pela internet, por falta de estrutura. Entretanto, a pesquisa realizada pela Prefeitua de Mogi com pais, professores e toda a comunidade escolar sobre a possibilidade de retorno das aulas municipais ainda neste ano, em agosto, demonstrou a insatisfação da maioria pelo retorno das atividades escolares presenciais e a insegurança dos pais. O estudo revelou o expressivo resultado de 89% dos participantes se mostrando contrários à retomada presencial dos estudos.
A aposta de muitos era de que, com o passar do tempo, iria amadurecer a ideia do retorno das aulas, com a apresentação por parte da Secretaria Municipal de Educação de exigentes protocolos de controle da doença dentro das instituições de ensino. Dois meses se passaram desde a consulta e o justificável sentimento de insegurança sanitária ainda persiste.
Por ora, não é certo o adiamento do retorno das aulas presenciais na rede pública municipal para 2021. A data segue sendo 6 de novembro, quando a Prefeitura fará nova avaliação sobre as condições de segurança para o retorno, entretanto, com a fala mais contundente da principal liderança em saúde no Executivo mogiano, fica claro que, pela Saúde, as escolas só receberão alunos no próximo ano.
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