Cidades
Publicada em 16/10/2020 - 22h54min

Felipe Antonelli
Da amarela à verde

Morte por coronavírus entre as mudanças de fases diminui 45%

No avanço da laranja à amarela foram 40 mortes por Covid-19; da amarela à verde, o registro foi de 22 óbitos

A quantidade de mortes causada pelo coronavírus (Covid-19) nas duas semanas que antecederam a evolução de Mogi das Cruzes à fase verde do Plano São Paulo é 45% menor na comparação com as duas semanas anteriores ao avanço para a fase amarela, em julho. Segundo o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, tal diminuição no número do óbitos foi determinante para o avanço de fase do município dentro do plano de retomada econômica do Estado.
Entre 29 de junho e 12 de julho, nas duas semanas antes da evolução para a fase amarela, 40 contaminados faleceram em Mogi, ao passo que entre 28 de setembro e 11 de outubro, 22 pacientes perderam a vida em decorrência do vírus, uma queda de 45%.
Quando analisados os registros de novos casos da doença, o panorama é semelhante. Foram 867 no primeiro período e 551 nas duas semanas mais recentes - redução de 36,4% no número de pessoas diagnosticadas, mesmo com a popularização da testagem para a Covid-19.
"O tsunami durou até começo de julho e, desde então, começou a cair dentro do imaginado", afirmou o secretário Naufel. "Mogi avançou para a fase verde dentro da segurança, temos feito tudo dentro da ciência e não baixamos a guarda em nenhum momento. Mantivemos a atenção como se ainda estivéssemos na laranja ou vermelha", completou o titular da Pasta se referindo as fases do Plano São Paulo de maior controle onde a atividade comercial era mais limitada.
Após uma considerável redução na quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermaria dedicados a recuperação de pacientes com Covid-19, Mogi se encontra hoje com 67 leitos de UTI, com ocupação de 52% e 54 unidades de enfermaria, com 37% dos leitos ocupados. a cidade chegou nesta semana à marca de 400 mortes.
"Em março fiz um estudo e prospectava que teríamos agora 450 mortes, estamos pouco acima de 400. Infelizmente chegaremos a marca de 450 mortes. Importante que conseguimos reduzir ao máximo essa quantidade e o risco das pessoas de se contaminarem", pontuou o secretário, que também é médico.
Segundo Naufel a experiência adquirida ao longo dos meses no tratamento e prevenção à Covid-19 foram determinantes para que o número de óbitos e casos fosse reduzido em relação a outras projeções mais pessimistas e a outros municípios onde há mais mortos pela doença.
"A gente soube se adaptar rapidamente, não esperamos muito para agir", disse. "O atendimento que tem que ser precoce, o uso da máscara, o distanciamento social, toda essa experiência foi adquirida e nos auxiliou no trabalho de salvar vidas", concluiu o secretário.
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