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Publicada em 16/10/2020 - 22h53min

Estadão Conteúdo
Pandemia

OMS adota cautela com uso de vacina

Diante da possibilidade de uso emergencial da vacina experimental contra Covid-19 da Pfizer, o alerta é para atenção com a eficácia e segurança

Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

João Doria deve se encontrar com Pazuello no dia 21
A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, adotou postura cautelosa ao comentar a possibilidade de uso emergencial da vacina experimental contra Covid-19 da Pfizer, o que foi aventado pela própria farmacêutica ontem. "Temos de ser pacientes para ver a segurança e eficácia", declarou, durante coletiva de imprensa.
Sobre terapias para o novo coronavírus, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou que o uso de remdesivir não resultou em queda da mortalidade pela doença em um estudo da entidade com milhares de pessoas, tampouco a hidroxicloroquina, o que já havia sido provado em um estudo em junho.
Segundo Tedros, a dexametasona é a "única terapia mostrando efeito", sendo prescrita em casos de pacientes com quadros graves da doença. O diretor-geral da OMS lembrou que, com o inverno chegando, os casos de covid estão subindo na Europa. "A mortalidade é menor do que em março, mas as hospitalizações seguem subindo", apontou.
Michael Ryan, diretor da OMS, afirmou que "pessoas devem usar máscaras apropriadamente, mas também tomar as outras medidas", lembrando que as máscaras não devem ser a única profilaxia contra a covid.
Ryan agradeceu ao setor aéreo por "fazer muito" na prevenção, mas indicou que ainda "falta um longo caminho para a confiança" até a retomada de deslocamentos massivos. A confiança entre países é importante no retorno das viagens, e é "difícil", concluiu.
Coronavac
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o próximo dia 21 é a data-limite para a definição de como será feita a aplicação da vacina Coronavac, contra o novo coronavírus, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. Nesta data, Doria tem reunião prevista com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a fim de decidir se o governo federal fará a aquisição, distribuição e aplicação do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
"O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina brasileira do Butantan juntamente com o laboratório Sinovac para que outros Estados brasileiros possam também vacinar os seus habitantes. São Paulo vai vacinar, já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros serão vacinados", disse o governador.
Caso o governo federal opte por não fazer a compra do imunizante, o governador de São Paulo disse não descartar negociar diretamente com outros Estados. (E.C.)
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