Opinião
Publicada em 16/09/2020 - 00h13min

Raul Rodrigues

Por que não experimentar?

Qualquer coisa que não se baseie na experiência sempre estará fora do contexto. Em vista disso: use-se a experiência! Um homem caminha na rua, à nossa frente e, sem perceber, deixa cair as chaves do carro. Chamo a sua atenção, apanho as chaves e as devolvo a ele. O homem sorri e agradece. E continuamos a caminhar. E daí? Não pensei no que fazer, nem senti emoção sobre isso, apenas fiz, o que deveria ser feito.
Há uma tarefa a ser feita em casa, uma crônica a ser escrita, que sejam feitas! Manter as emoções no lugar que lhes cabe, já que elas não tomam parte na ação correta e nenhuma, em absoluto, no pensamento. Agora: nada de se reprimir!
Quando se é de temperamento emotivo, usar as emoções, desenvolvê-las, expressá-las em si mesmo, o mais que puder! E, não o sendo, não ignorá-las. Se quiser, entre na competição, seja no campo esportivo, nos negócios ou na política, em lugar de ficar pensando na importância de quem vai vencer, ou não, exercitar-se apenas. É a adrenalina em si, o escapar do vapor que interessa. O jogo, seja de futebol, política nacional ou economia internacional, não possui validade intrínseca. Exista apenas a mente - apenas a mente - o resto são gravetos crepitando debaixo da panela, no fogão da vida!
Tudo isso representa usar a experiência a nosso favor, toda experiência é vida. E toda vida, seja do artesão, do dirigente, do artista, ou da larva, é experiência válida! Aplique-se então a experiência a todas as coisas sérias, se estas existirem. Como se resolve um problema? A resposta seria a de que ninguém o resolverá! Se for prudente o bastante, jamais permitirá que ele surja, seja pelo simples fato de se oscilar dentro de dualidade, bom/ruim, que a realidade nos impõe: todas as coisas difíceis no mundo, começam nas fáceis. Ou se quiserem: manipular uma coisa ou pensamentos antes que eles ganhem existência! Aí jaz a solução, porque o problema surgiu, não se esqueça, dentro da mente unicamente.
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