Opinião
Publicada em 15/09/2020 - 00h02min

Missão cumprida

Acontecimentos recentes podem nos fazer pensar que o coronavírus, causador da Covid-19, parece dar sinais de enfraquecimento. No Alto Tietê, o exemplo mais visível é o fechamento dos hospitais de campanha de Mogi das Cruzes, ocorrido em 31 de agosto, e o de Suzano, que encerrou anteontem as atividades.
As unidades, assim como outras espalhadas por todo o país, tiveram um papel fundamental no controle da pandemia. Foram nesses locais que parte dos atendimentos aos infectados pela Covid-19 foi feito, e deu fôlego aos demais hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) para atendimento de outros pacientes, com outros tipos de doença.
Após esse período em que as unidades de retaguarda estiveram em funcionamentos, muitos pergurtam, e de forma legítima, por que se gastou tanto dinheiro para um hospital de campanha se eles nunca estiveram efetivamente cheios? Uma unidade de saúde já existente, como o estaduais Luzia de Pinho Melo, em Mogi; o Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba e o Regional de Ferraz, só para citar os de responsabilidade do governo do Estado, poderia perfeitamente ter atendido a demanda.
Mas aí entra em cena o planejamento. E aqui não há nenhuma tentativa de se elogiar administrações públicas, no entanto, o planejamento feito não só pela região, mas em outros locais, evitou que o resultado pudesse ser pior, mais ainda do que o saldo de 131.736 brasileiros mortos, segundo os dados de ontem com base nos números divulgados pelas secretarias de saúde dos estados.
Se não houve lotação máxima dos hospitais de campanha é porque outras estratégias funcionaram, como as quarentenas decretadas por prefeitos e governadores e a proibição de aglomerações, mas se estes atributos não funcionassem como deveriam, os hospitais de campanha teriam protagonismo maior.
O que é bem feito merece ser elogiado, assim como aquilo que não funciona deve receber críticas. E esses hospitais de retaguarda cumpriram com sua missão.
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