Cidades
Publicada em 15/09/2020 - 00h05min

Felipe Antonelli
Investigação

Câmara aguarda cópia de documentos para análise

A Câmara de Mogi ainda não recebeu as cópias dos contratos, processos administrativos e editais relacionados às investigações do Ministério Público (MP) que culminaram na prisão de cinco vereadores e no mandado de prisão do sexto parlamentar, que segue foragido (leia mais acima).
Segundo a Secretaria Municipal de Governo, o prazo para encaminhamento do material é de 15 dias, ou seja, falta pouco mais de uma semana para que a Prefeitura disponibilize os documentos. "A Prefeitura já está trabalhando na digitalização do material, com aproximadamente 20 mil folhas, para encaminhá-lo o mais breve possível, já que a administração tem todo o interesse de que esta questão fique esclarecida", afirmou a Pasta, em nota.
A determinação foi oficializada em reunião na última quarta-feira. A decisão do pedido da documentação dos contratos por parte do Legislativo não agradou os vereadores da oposição, que pediam abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), com maior poder e autonomia para investigar os supostos crimes dos parlamentares. Para abertura da CEI, seriam necessárias oito assinaturas dos 17 parlamentares que atualmente formam o plenário. Apenas três vereadores assinaram o documento - Caio Cunha (Podemos), e os dois do PT, Rodrigo Valverde e Iduigues Martins.
Cassação
Os dois pedidos de cassação dos vereadores presos continuam na procuradoria da Casa e, assim que recebidos pela Comissão de Ética, o vereador Francimário Vieira (PL), poderá iniciar os trabalhos frente ao grupo de trabalho, segundo assessoria da Câmara - muito embora exista a possibilidade de que haja votação para a escolha de um novo presidente da Comissão, segundo apurou a reportagem. O cargo ficou vago com o mandado de prisão do vereador, então presidente, Antonio Lino da Silva (PSD). (F.A.)
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