Brasil e mundo
Publicada em 15/09/2020 - 21h34min

OMC

Painel questiona tarifas dos EUA

Um painel da Organização Mundial de Comércio (OMC) concluiu que certas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos da China violam a lei internacional, mais especificamente alguns artigos do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, 1994)

Foto: divulgação

Pompeo afirmou que não vê contradições nas críticas
Um painel da Organização Mundial de Comércio (OMC) concluiu que certas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos da China violam a lei internacional, mais especificamente alguns artigos do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, 1994). Em relatório disponível no site da OMC, o painel diz que os Estados Unidos não conseguiram comprovar que as tarifas adicionais de 25% sobre certos produtos da nação asiática se justificam.
Segundo o painel, o governo americano pode representar contra a China por medidas adotadas em resposta às tarifas americanas.
A contestação de Pequim envolve tarifas impostas sobre centenas de produtos em junho de 2018 e também aquelas impostas sobre milhares de outros, em setembro do mesmo ano.
As duas potências viveram momentos de maior tensão comercial, com tarifas e retaliações, mas posteriormente fecharam a fase 1 de um acordo comercial bilateral, embora tensões e divergências permaneçam.
Conflito 
"O mundo acordou para a ameaça que a China representa à soberania", afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em evento do Atlantic Council ontem. Pompeo disse que ao redor do mundo países entenderam o risco político que o regime chinês representa e acrescentou: "temos a capacidade de oferecer uma alternativa eficiente de 5G aos nossos aliados", sobre a questão que envolve a Huawei, apontando para um produto transparente e com bom custo-benefício desenvolvido no Ocidente.
Pompeo indicou que não vê contradições nas críticas à China e os avanços de conversas comerciais, e afirmou que o país não vai tolerar violações de direitos humanos por "dinheiro". Citando o oeste de China, região que engloba a província de Xinjiang, de onde os Estados Unidos suspenderam a importação de produtos em virtude de supostas violações de direitos humanos, e o Tibet, Pompeo prometeu uma política externa baseada nos valores fundamentais dos EUA, que incluiriam a garantia da dignidade humana.
Em constante paralelo com as políticas de Nixon e Kissinger para a China nos anos 1970, Pompeo indicou que a maneira de lidar com a potência asiática à época não faz mais sentido para a segurança dos Estados Unidos. (E.C.)
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