Brasil e mundo
Publicada em 16/09/2020 - 00h14min

Queimadas no Pantanal

Setembro deve ser o mês mais devastador

Foto: Mayke Toscano/SECOM-MT

Equipes do Estado trabalham no resgate de animais
O mês de setembro avança a passos largos para se tornar o mais devastador em número de incêndios no Pantanal, superando os índices captados pela série histórica medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde 1998.
Apenas entre os dias 1 e 13 de setembro, foram identificados 4 611 focos de incêndio no bioma. Esse número é o maior verificado para o mês nos últimos 22 anos, apenas superado por 2007, quando 5.498 focos de queimadas foram captadas. Dado o ritmo dos incêndios, é grande a chance de 2020 bater todos os recordes.
Os meses de agosto e setembro são, historicamente, os mais intensos em queimadas na região, por serem o auge do período seco. Agosto foi o mais intenso desde 1998, com 5.935 focos de incêndio, ligeiramente atrás do que se viu em 2005, quando 5.993 focos foram captados pelos satélites no Pantanal.
Se for considerado o estrago já causado entre o dia 1º de janeiro e 13 de setembro de 2020, esse já é o maior da série histórica, com 14.764 focos de queimadas apenas no Pantanal. Até então, o maior volume anual havia sido registrado em 2005, com 12.536 focos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Parque Estadual
O governo federal reconheceu a situação de emergência no Estado do Mato Grosso do Sul em decorrência dos incêndios florestais. O fogo engoliu até agora 64,8% do Parque Estadual Encontro das Águas. (E.C.)
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