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Publicada em 12/09/2020 - 18h28min

Estadão Conteúdo
Imunização

Parceria para pesquisa de vacina é reafirmada

Universidade de Oxford retomará teste do medicamento contra Covid-19 e Fiocruz garante auxílio à AstraZeneca no projeto para imunizar população

Após a universidade de Oxford anunciar, ontem, que vai retomar os testes da vacina contra a covid-19, a Fiocruz reafirmou sua parceria com a AstraZeneca, dona dos direitos de produção, distribuição e comercialização da vacina que está sendo desenvolvida pela universidade britânica. Segundo a assessoria de imprensa da fundação, nada mudou desde a última terça-feira, quando assinou contrato com o laboratório.
A Fiocruz é uma das entidades envolvidas na pesquisa da vacina. No último dia 8, firmou com a AstraZeneca um contrato de encomenda tecnológica, que garante acesso a 100,4 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo para o processamento final da vacina, e também a transferência total da tecnologia.
No mesmo dia da assinatura do contrato, o laboratório e a universidade de Oxford anunciaram a suspensão da fase 3 dos testes, após uma das participantes do estudo apresentar reação à vacina.
Ontem, porém, foi divulgada a retomada dos testes, após revisões na pesquisa.
Em nota, a universidade afirmou que cerca de 18 mil pessoas receberam as vacinas do estudo como parte do ensaio. "Em grandes ensaios como este, espera-se que alguns participantes não se sintam bem e todos os casos devem ser avaliados cuidadosamente", traz a nota.
Até o fim da manhã de ontem, a Anvisa dizia aguardar dados da Autoridade Sanitária do Reino Unido (MHRA). Com as informações do laboratório, no entanto, a agência anunciou que já dará início, nas próximas horas, ao protocolo de análise sobre a continuidade dos testes no Brasil. "A Anvisa reitera que está comprometida com a celeridade na análise de todos os dados. Ao mesmo tempo, trabalha para garantir a segurança dos participantes do estudo clínico no Brasil", diz o comunicado.
O Ministério da Saúde brasileiro disse que aguarda a liberação da Anvisa e do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para que "os estudos prossigam também com os voluntários brasileiros". A liberação da Anvisa, no entanto, dependia do envio dessas informações pelas autoridades britânicas.
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