Editorial
Publicada em 17/08/2020 - 15h57min

Dirceu Sousa

Comércio sai da UTI

O animador desempenho registrado pelo setor comercial no Dia dos Pais deixou os lojistas entusiasmados com o sinal de recuperação de vendas. Mesmo que a perspectiva de retomada não tenha sido unânime, conforme avaliação dos proprietários e funcionários do setor de calçados e roupas ouvidos pela reportagem do Mogi News na terça-feira, todos concordaram que as expectativas para a data comemorativa foram superadas, em meio à pandemia do coronavírus.
O Dia dos Pais foi a primeira data no calendário de promoções do comércio que teve o benefício da flexibilização após longo período de restrições completas por conta da Covid-19. Celebrações da Páscoa, em abril, e do Dia das Mães, em maio, passaram totalmente sem a presença física dos clientes nos estabelecimentos. A alternativa, que funcionou apenas como paliativo para as vendas, foi a comercialização pela internet e entregas por meio do drive-thru.
A reabertura parcial do comércio se deu na véspera do Dia dos Namorados, tempo insuficiente para aquecer as vendas. Assim, o Dia dos Pais era aguardado com ansiedade pelos lojistas, pois não havia nenhuma referência sobre como seria o comportamento do consumidor. Felizmente para o setor, as expectativas foram superadas, com ótimo movimento nas ruas, retorno do consumo e, acima de tudo, dentro das regras de prevenção para se evitar a disseminação do vírus.
Os próximos dois meses serão fundamentais para a solidificação do comércio. A próxima data aguardada pelo setor é o Dia das Crianças, em outubro. Até lá, haverá tempo para reequilibrar as contas e planejar com mais consistência as próximas metas. Segundo os economistas, há uma boa chance de que até o final do ano, às vésperas do Natal, tudo já esteja estabilizado, inclusive com a retomada das oportunidades de trabalho.
Depois de passar quase quatro meses com as finanças agonizando, sem a possibilidade de vislumbrar a melhora da economia em virtude do momento crítico da saúde mundial, os primeiros sinais de reação no setor comercial mostram que ainda há tempo e espaço para se acreditar, pelo menos, em um 2020 razoável.
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