Editorial
Publicada em 13/08/2020 - 15h58min

Ajuda ao agricultor

Das medidas anunciadas ontem pelo governo de São Paulo, durante a sua entrevista coletiva habitual sobre a pandemia de coronavírus, uma, em especial, interessa diretamente ao Alto Tietê. Por meio do Banco do Povo, o Estado abriu duas linhas de crédito que irão beneficiar o produtor rural, representante de um segmento com forte influência na região e que vem sofrendo muito nesta época de restrições comerciais. São mais R$ 70 milhões para atender empreendedores durante a crise econômica provocada pela Covid-19. Com o novo aporte, O governo contabiliza R$ 720 milhões em oferta de crédito no período.
A primeira linha é destinada aos empreendedores informais e produtores rurais sem CNPJ, com opções de crédito de até R$ 5 mil e taxa de juros de 1% ao mês. O Estado explica que o prazo para pagamento é de até 12 meses com carência de até 60 dias para capital de giro. Já para o investimento fixo, o prazo para pagamento é de até 24 meses com até 90 dias de carência. Neste caso, o empresário deverá apresentar um avalista.
Já a segunda linha é voltada para Microempreendedores Individuais (MEIs) e produtores rurais com CNPJ. Com taxa de juros de 0,35% a 0,70% ao mês, o limite de crédito é de até R$ 8,1 mil, que também pode ser utilizado tanto para compras de mercadoria quanto para pagamentos das obrigações da empresa.
Para esta linha, o prazo para pagamento é de até dois anos com carência de até 60 dias para capital de giro. Para o investimento fixo, segundo o governo, o prazo para pagamento é de até três anos com até 90 dias de carência. O Estado ressalta que para solicitar os financiamentos, o empreendedor não pode ter restrições cadastrais no CNPJ e CPF.
O Banco do Povo é uma parceria do Estado com as prefeituras, o que facilita o acesso a empreendedores e, no caso dessas duas novas linhas, ao produtor rural a região. Mesmo que a retomada econômica tenha avançado nas últimas semanas, abrindo o mercado de bares e restaurantes - que são fiéis compradores da agricultura local -, as dificuldades para o setor persistem. Com todo o ano comprometido pela pandemia, os produtores já pensam no próximo plantio e na safra de 2021. O auxílio do governo chega em um bom momento.
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